A retomada do crédito fica mais visível quando se visita uma loja de carros. Já é possível comprar um carro zero em 80 meses. Em junho de 2008, visit web o prazo máximo era de 72 meses. Em setembro, treatment às vésperas da crise, era de 60 meses, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Mas a venda de carros em parcelas a perder de vista está longe de ser um fenômeno isolado.
Segundo especialistas, a venda a prazo de carros e eletrodomésticos deve puxar a retomada da economia no segundo semestre. Outro provável motor da economia será a construção civil, impulsionada pela venda de imóveis para a classe baixa a longo prazo. As condições de crédito estão melhorando.
O mesmo raciocínio vale para o governo e para as empresas. Nos tempos de inflação alta, o governo girava sua dívida de um dia para outro, no chamado overnight. Com a estabilidade financeira, o prazo se estendeu. “O mercado externo está se reabrindo para as empresas de boa qualidade”, diz o sócio da MCM Antonio Madeira. O vice-presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimento, Alberto Kiraly, também avalia que os prazos voltaram ao patamar pré-crise, mas ressalta que o mercado externo continua seletivo.
Tarso Rebello, diretor de Tesouraria da Oi, operadora de telefonia móvel, ficou surpreso em abril, quando a sua empresa conseguiu captar US$ 750 milhões no exterior. Para isso, lançou títulos para serem resgatados somente em 2019. “A procura pelos papéis foi muito maior e chegou a US$ 3 bilhões, mesmo num momento de incertezas”, conta.
A melhora da confiança e do crédito não chegou, porém, às empresas menos prestigiadas. Dados do BC mostram que, desde outubro de 2008, os prazos dos financiamentos encolhem mês a mês. Em maio, o prazo médio era de 270 dias, ante 310 dias em outubro de 2008. “Os bancos estão mais precavidos para alongar os prazos dos financiamentos para as empresas porque a inadimplência está subindo”, diz o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira.