As reservas internacionais do Brasil chegaram, ontem, aos US$ 265,130 bilhões, um número que estabelece um novo recorde, informou hoje o Banco Central.
Só na terça-feira, detalhou hoje a autoridade monetária, as reservas internacionais do país subiram US$ 1,880 bilhão.
O acúmulo da moeda americana se dá pela compra de dólares no mercado através do Banco Central e pela emissão de títulos da dívida pública comprados por investidores e depositados nas reservas, que também podem aumentar com a remuneração das aplicações.
Quase 90% das reservas do país estão aplicadas em títulos do Governo dos Estados Unidos, bancos do exterior e no Fundo Monetário Internacional (FMI), e, em junho, superaram, pela primeira vez, a marca dos US$ 250 bilhões.
O ingresso de divisas na economia brasileira antecede ao processo de capitalização da Petrobras e a entrada de dólares pode manter a alta do real frente à moeda estrangeira.
Para evitar uma acentuada valorização do real, o Governo passou a comprar dólares duas vezes por dia na última semana, adquirindo por leilão US$ 658 milhões.
No final do ano passado, as reservas internacionais eram de US$ 239,050 bilhões.