Marianna Rios, com agências
O reajuste anual para medicamentos, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), será de 4,45% a 4,83% em 2010, com média de 4,60%. O aumento, que entra em vigor a partir de 31 de março, foi decidido ontem e leva em consideração a categoria do produto, tendo como base a participação dos genéricos em cada segmento, conforme anunciado pela Câmara, vinculada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sincofarma), Felipe de Faria, disse que o reajuste se trata de uma correção devido ao período inflacionário. “As drogarias têm que vender pelo preço estabelecido. O setor de medicamentos é o único tabelado. Trata-se de uma correção que vem do acumulado do ano”, explica.
O aumento, claro, não agradou aos consumidores. O vendedor José Edmilson dos Santos, 52 anos, por exemplo, ficou decepcionado. “É uma má notícia esses constantes aumentos. Na minha família, costumamos gastar uns R$ 200 com a compra de remédios de pressão e diabetes”, afirma Santos.
Descontos
Os novos preços serão publicados no Diário Oficial da União (DOU), hoje, e devem ser aplicados em cerca de 18 mil itens. A adoção dos novos valores não é obrigatória e pode ser inferior ao proposto, destaca o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma). “Nos últimos anos, consumidores usufruíram preços anteriores ao reajuste, durante meses, pois indústrias farmacêuticas e farmácias mantiveram os preços ou aplicaram aumentos inferiores aos índices autorizados.”
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