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Economia

Redução da jornada impulsiona empreendedorismo, diz ministro

O ministro Paulo Pereira afirma que a mudança de escala de trabalho para um dia de folga beneficiará a economia ao estimular novos negócios com mais tempo livre.

Redação Jornal de Brasília

28/04/2026 13h34

ministro paulo pereira

Sobre o impacto que a redução da jornada de trabalho pode trazer para os empreendedores que empregam outros profissionais, o ministro Paulo Pereira pontuou que o Governo do Brasil irá criar políticas para apoiar essa parcela da população. Foto: Diego Campos/Secom-PR – Foto: Diego Campos

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, defendeu que a redução da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso terá impacto positivo na economia, fomentando o empreendedorismo. Em participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (28), ele destacou que a medida criará mais tempo livre para as pessoas, aumentando a autonomia para consumir e empreender.

Pereira argumentou que o ‘espírito da autonomia’ por trás da proposta estimula iniciativas empreendedoras. ‘Se a nova escala com dois dias de folga semanal for aprovada, vamos aumentar o empreendedorismo no Brasil. Teremos um monte de gente usando esse tempo novo para fazer mais renda, seja com aplicativos, com um serviço novo ou para se preparar para uma mudança de carreira’, afirmou o ministro.

Ele enfatizou que o impacto será positivo para o fortalecimento do mercado interno e a geração de novos negócios e forças de trabalho. A redução afetará especialmente os trabalhadores de menor renda, que geralmente moram mais longe e dedicam mais tempo ao trabalho. ‘São pessoas que têm mais dificuldades’, disse.

O ministro rebateu críticas à proposta, comparando-as a oposições históricas a direitos trabalhistas. ‘Esse medo já existiu quando implementamos o salário mínimo, as férias, o décimo terceiro. Até quando acabaram com a escravidão existiu muito desse discurso’, observou. Ele acrescentou que a economia brasileira sempre se manteve forte apesar dessas mudanças.

Paulo Pereira informou que o governo monitorará a situação e adotará medidas para amenizar eventuais impactos, especialmente para empreendedores. Na avaliação governamental, entre 10% e 15% dos empreendedores, ou cerca de quatro a cinco milhões de pessoas em um universo de quase 45 milhões, poderão ser afetados. ‘Pode ser um benefício fiscal, mais apoio, mais crédito. Vamos criar uma regra que seja boa para todo mundo. O governo não vai deixar ninguém para trás’, garantiu.

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