Nas vésperas de vencer o prazo para decidir sobre o futuro do reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário-mínimo, aumentou a pressão política para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vete o texto aprovado pelo Congresso. Lula, no entanto, reiterou que só decidirá sobre o assunto amanhã, depois de uma nova reunião com vários segmentos do governo.
A questão é que o presidente e os aliados encontram dificuldades para explicar e evitar que os aposentados façam comparações. A principal delas refere-se ao valor do salário-mínimo que foi beneficiado pela política de recuperação adotada pela administração federal e o que os inativos recebem em relação ao mínimo, que, comparativamente, é reduzido.
No fim da semana passada, Lula sinalizou que vetaria o aumento aprovado pelo Legislativo, porque gostaria de respeitar o acordo feito pelos líderes do governo, mantendo os 6,14% de elevação proposta pela medida provisória (MP). Esse percentual está em vigor desde janeiro. Um auxiliar direto do presidente avisou que ele está “oscilando (entre vetar ou não os 7,72%), mas a tendência é respeitar o acordo do Congresso, fazendo o veto”.
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