A produção industrial brasileira cresceu 5,1% em novembro de 2009 na comparação com o mesmo mês de 2008, interrompendo 12 meses consecutivos de resultados negativos nessa comparação, mas acumulou no período dos 11 primeiros meses de 2009 uma queda de 9,3%, informou hoje o Governo.
Desde outubro de 2008, quando o setor começou a sentir os efeitos da crise econômica global, a produção das fábricas do país não registrava crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em outubro passado, o setor teve uma queda de 3,2% em comparação com o mesmo mês de 2008.
A reação em novembro reduziu as perdas do ano.
Conforme o IBGE, a produção industrial acumulava até novembro de 2009 uma redução de 9,3% frente aos 11 primeiros meses de 2008.
Apesar do avanço na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção de novembro foi 0,2% inferior a de outubro de 2009, interrompendo uma série de dez meses consecutivos de expansão na comparação com o mês imediatamente anterior.
A produção da indústria brasileira cresceu gradualmente mês a mês entre janeiro e outubro, período no qual acumulou uma expansão do 19,4% em relação ao nível que tinha caído em dezembro de 2008.
Apesar da recuperação, a produção da indústria brasileira ainda não retornou ao nível em que estava em setembro de 2008, antes do setor sentisse os efeitos da crise global.
Segundo os cálculos do IBGE, o nível de produção das indústrias do país ainda está 5,9% abaixo do que registrava em setembro de 2008, quando bateu o recorde histórico.
A indústria foi o setor mais afetado pela crise no Brasil por causa da queda nas exportações, o que gerou redução da produção, desmonte de linhas de fabricação e desemprego.
De acordo com o Instituto, 20 dos 27 setores industriais analisados registraram um aumento da produção em novembro frente ao mesmo mês de 2008.
O setor que liderou a reação foi o de automóveis, cuja produção foi 22,9% superior a de novembro de 2008, seguido pelos produtos químicos (7,9%), borracha e plástico (14,2%), máquinas e equipes (4,8%) e bebidas (9%).
Entre os setores que registraram contração nessa comparação destaque para os equipamentos de transporte (-14,6%) e o de máquinas e materiais elétricos (-8,5%).