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Economia

Probabilidade de recessão nos EUA diminuiu, diz Alan Greenspan

Arquivo Geral

27/05/2008 0h00

O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, ed banco central americano) Alan Greenspan diz que a probabilidade de a economia de seu país entrar em recessão diminuiu um pouco, drug embora a situe acima de 50%.


“A probabilidade diminuiu um pouco e acho que a possibilidade de uma recessão severa desceu drasticamente”, declarou Greenspan ao jornal britânico “Financial Times”.


Apesar disto o economista rebateu as opiniões mais otimistas do setor e disse que a probabilidade de que os Estados Unidos entrem em recessão continua sendo alta.


Greenspan afirmou que ainda é cedo demais para afirmar que o pior da crise passou e disse que isto dependerá de como evoluam os preços dos imóveis.


Nas últimas semanas, muitos economistas diminuíram suas previsões de probabilidade de recessão para a maior economia do mundo por causa de informações melhores que o esperado nas áreas do emprego e da atividade empresarial.


O ex-presidente do Fed disse que a situação atual representa um “aperta e afrouxa” entre o setor financeiro e a liquidez com a qual conta o setor empresarial, que está sendo afetada.


“Ninguém sabe como acabará este jogo, nem se a crise financeira acabará antes que alcance a economia real”, declarou.


Greenspan também falou dos bancos centrais, que, na sua opinião, devem se concentrar em garantir que as entidades financeiras contem com suficiente capitalização para enfrentarem as crises, mais do que tentar eliminá-las.


Desta forma, o economista disse que certos períodos de instabilidade são necessários caso se queira manter crescimentos rápidos da produtividade, a inovação e o nível de vida.


Estas declarações foram feitas no momento em que seu sucessor no comando do Fed, Ben Bernanke, reavalia esta suposta incapacidade dos bancos centrais para enfrentar as crises, teoria que foi chamada de “doutrina Greenspan”.


Bernanke e os membros do Fed avaliam novamente as informações sobre a valorização dos ativos e sobre as políticas monetárias e estudam ampliar os poderes do ente regulador para poder enfrentar de forma mais eficaz as crises.


Greenspan afirmou ao “Financial Times” que o problema não é que não possam neutralizar as bolhas, mas o custo disto.


Segundo o ex-presidente do Fed, as bolhas são em muitos casos resultados da inovação, como o desenvolvimento de internet, nos anos 90, ou o financiamento imobiliário, que acontece atualmente.


O economista se mostrou cético sobre as propostas de conceder responsabilidades ao Fed para combater a instabilidade dos mercados, mas afirmou que é partidário de aumentar as exigências de capital do setor financeiro nos bons momentos para poder compensar assim os ciclos negativos.


 

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