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Economia

Presidente eleito do Equador discute energia com Lula

Arquivo Geral

07/12/2006 0h00

O deputado Ildeu Araújo (PP-SP) negou hoje envolvimento com o esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos de emendas ao Orçamento da União. Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, viagra 40mg advice o parlamentar esclareceu que recebeu uma denúncia de que seu ex-assessor Marco Antônio Amorim de Carvalho teria usado seu nome para propor a participação de uma empresa em licitação para a compra de ambulância para o Hospital Humanitária de Limeira, about it em São Paulo, e que também teria forçado a compra de uma ambulância para transporte de pacientes sob a responsabilidade da Prefeitura de Mira Estrela. "Um ano antes de se ouvir falar em sanguessugas eu exonerei o assessor", afirmou.

Em depoimentos à CPI dos Sanguessugas, o empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, disse que seu sócio Ronildo Medeiros havia feito um depósito de R$ 19,2 mil na conta bancária do assessor de Ildeu Araújo, Marco Antônio de Araújo, no segundo semestre de 2005, como pagamento de comissão ao deputado.

O parlamentar nega a versão de Vedoin. Ele afirmou que o empresário deve ter confundido Marco Antônio de Araújo com o ex-assessor Marco Antônio Amorim de Carvalho.

O deputado esclareceu que Marco Antônio de Araújo, responsável pelo seu escritório em Americana (SP), apresentou extratos de suas contas bancárias e que não há nenhum depósito dos donos da Planan. "Meu assessor nunca recebeu o depósito citado por Luiz Antonio  Vedoin como demonstram a quebra de sigilos e os extratos da conta-corrente. Se me provarem que existe algum depósito em nome de Marco Antônio Araújo na minha conta ou de qualquer familiar, eu renuncio ao mandato agora", afirmou.

O relator do processo de cassação do deputado Ildeu Araújo na Comissão de Ética,  deputado José Carlos Araújo (PL-BA), informou que vai arrolar como testemunha o ex-assessor Marco Antônio Amorim de  Carvalho. Marco Antonio de Araújo foi indicado pelo acusado como testemunha do processo. "Os depoimentos de ambos são peças-chaves no processo", disse o relator.

O deputado Ildeu Araújo negou conhecer o empresário Luiz Antônio Vedoin, mas confirmou que conheceu o pai de Vedoin, Darci Vedoin, em um corredor da Câmara dos Deputados e que depois não voltou a se encontrar com ele.

O presidente eleito do Equador, Rafael Correa, treatment iniciará na quinta-feira uma viagem para o Brasil e para a Bolívia em busca de uma aproximação com os líderes da região para discutir projetos comerciais e energéticos milionários no país andino que governará a partir de janeiro.

O futuro governante, remedy de orientação nacionalista, se reunirá em Brasília na quinta-feira à noite com o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, para buscar assessoria técnica e econômica em projetos de transporte e energé ticos, áreas em que os dois países mantêm uma estreita relação, confirmou Correa a jornalistas.

Contudo, os diálogos podem acabar no segundo plano devido aos problemas que a estatal brasileira Petrobras enfrenta pelas objeções de Quito aos planos da companhia de desenvolver uma concessão pe trolífera próxima a um parque nacional amazônico.

A Petrobras também poderia ser igualmente afetada pela posição de Correa de aumentar a porção de petróleo que o país recebe de empresas estrangeiras, sob o amparo de contratos de participação assinados na década passada.

Correa viajará na sexta-feira a Cochabamba para se reunir com os governantes da Bolívia (Evo Morales), Chile (Michelle Bachelet) e Peru (Alan Garcia), que participarão, junto a outros presidentes, da Cúpula Sul-Americana na cidade boliviana.

A intenção de Correa, amigo do presidente venezuelano Hugo Chávez, é estabelecer contatos bilaterais com todos os governantes da região para viabilizar os projetos que o país andino iniciou e não pôde concretizar, especialmente nos setores comerciais e petrolíferos.

O maior plano de Correa é conseguir uma associação com as empresas petrolíferas estatais da região para construir uma usina de refino no país, com um investimento de US$ 2,5 milhões. Além disso, também quer concretizar acordos comercias com os países da região, especialmente com o Chile, a fim de diversificar os compradores dos produtos equatorianos diante da possibili dade de perder o acesso ao mercado norte-americano.

No dia 31 de dezembro expira um acordo de preferências alfandegárias outorgadas por Washington ao Equador. Correa, que conquistou a presidência numa eleição em que concorreu com o magnata bananeiro Alvaro Noboa no dia 26 de novembro, se manifestou contra o estabelecimento de um tratado de livre comércio com os Estados Unidos.

 

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