O brasiliense está pagando quase o mesmo valor pela cesta de tarifas públicas e preços administrados pelo governo no final do ano passado. Esses são os dados contidos na pesquisa realizada no Distrito Federal pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que registrou estabilidade nesses itens. Eles apresentaram variação de apenas 0,20% no período. O custo da cesta de tarifas ficou em R$ 433,89 no mês de junho deste ano, contra R$ 433,03 registrados em dezembro de 2009.
Algumas tarifas permaneceram praticamente inalteradas, como a de energia elétrica, que variou -0,09%. Da mesma forma, não foram observadas variações nos valores pagos pelas tarifas de telefone fixo e das passagens do sistema de transporte urbano (ônibus). Portanto, também não houve mudança na composição do gasto com estes componentes. Mesmo assim, o principal item de custo continua sendo o transporte público, que representa 26,28% do gasto total da cesta de tarifas, seguido pelas despesas com água e esgoto, com 22,80% desse total.
E esse item deve pesar ainda mais no orçamento familiar, já que as passagens dos ônibus urbanos devem sofrer aumento neste segundo semestre do ano. Quem mora em municípios do Entorno, porém, já vai pagar 1,19% a mais pela passagem a partir do próximo dia 25.
As quantidades de bens e serviços públicos consideradas correspondem ao consumo médio das famílias com renda entre zero e oito salários-mínimos, residentes no Distrito Federal. Segundo os últimos dados disponíveis, 85,1% das famílias encontravam-se nesta faixa de renda, recebendo, em média, R$ 1.210,40 por mês.
Estabilidade
Contribuíram para a estabilidade do custo com serviços públicos e produtos com preços controlados pelo governo a combinação entre o aumento da tarifa residencial de água e esgoto (4,33%), que foi compensado com a redução nos preços do álcool (-5,56%), da gasolina (- 2,84%) e do gás doméstico (-1,25%).
Em junho, o gasto com estes bens e serviços representou 35,85% da renda das famílias com renda entre zero e oito salários-mínimos. Esse percentual é menor do que o verificado em dezembro de 2009 (36,69%). Tal redução no comprometimento da renda com tarifas e preços públicos se deve à atualização em maior proporção na renda das famílias de acordo com o INPC-IBGE em relação ao reajuste verificado nas tarifas.
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