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Economia

Preços do petróleo sobem 6% com temores de rompimento do cessar-fogo EUA-Irã

Violência no Estreito de Ormuz gera incerteza nas negociações de paz, impulsionando contratos futuros.

Redação Jornal de Brasília

20/04/2026 19h19

petróleo

Foto: Reprodução/Instagram

Os preços do petróleo registraram alta de cerca de 6% nesta segunda-feira, impulsionados pela incerteza nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, após episódios de violência no Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 5,10, ou 5,64%, fechando a US$ 95,48 por barril. Já o West Texas Intermediate avançou US$ 5,76, ou 6,87%, para US$ 89,61 por barril.

Ambos os contratos haviam caído 9% na sexta-feira, marcando as maiores quedas diárias desde 18 de abril, após o Irã anunciar a abertura da passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz até o fim do cessar-fogo.

No fim de semana, os EUA apreenderam um navio de carga iraniano que tentou violar o bloqueio, e o Irã prometeu retaliar, elevando os temores de novas hostilidades.

“A boa vontade gerada na sexta-feira evaporou totalmente”, comentou Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho.

Com o cessar-fogo de duas semanas prestes a expirar no final desta semana, as recentes tensões questionam a realização de uma segunda rodada de negociações entre EUA e Irã no Paquistão.

Uma autoridade iraniana de alto escalão informou à Reuters que o Irã considera participar das negociações de paz, mas nenhuma decisão foi tomada.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, comunicou ao ministro paquistanês Ishaq Dar que as “contínuas violações do cessar-fogo” pelos EUA representam um obstáculo significativo ao processo diplomático, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Questionado sobre uma possível extensão do cessar-fogo, o presidente Trump afirmou no fim de semana: “Eu não sei. Talvez não. Talvez eu não o prorrogue. Mas o bloqueio vai continuar.”

Apesar da volatilidade, analistas notam que os preços estão abaixo das máximas registradas no início do conflito no Oriente Médio. “Enquanto não houver uma guerra em grande escala, minha sensação é de que os preços vão baixar lenta mas continuamente”, disse Yawger.

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