Mariana Rosa
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O aumento do preço da carne tem assustado quem compra o produto pela cidade. O preço médio do filé mignon subiu de R$ 22 para até R$ 49 o quilo. O motivo deve-se, principalmente, à entressafra e ao aumento das exportações.
“Em época de entressafra não colocamos o gado magro no mercado porque tomamos prejuízo. Mesmo com o dólar baixo, ainda vale a pena exportar. O mercado nacional paga menos ainda”, explica o pecuarista Janssen Pedrosa. Segundo informações da Fundação Getúlio Vargas, nos últimos 12 meses, a carne bovina teve 16,33% de aumento.
No supermercado Ponto Alto, localizado no setor leste do Gama, os preços subiram mais que o esperado. O gerente de compras, Ismael da Costa Dias, compara o preço da parte dianteira do boi, a chamada carne de segunda. Segundo ele, em 26 de julho o quilo custava R$ 4,40. Em 20 de novembro, passou para R$ 6,30. Para a parte traseira, no mesmo período, o valor aumentou de R$ 6,80 para R$ 9,40. A alcatra que era comercializada a R$ 8,99, passou para a R$ 13,90. E a tradicional picanha, valia R$ 14,90 e hoje é vendida por R$ 21,90. Apenas o peixe manteve a média do preço.
“A gente não repassa todo o aumento para os consumidores, se não, a venda cai. Mesmo assim, as pessoas reclamam muito. Procuramos explicar, mas nem todos entendem. Esperamos que com a vinda da chuva, os preços melhorem”, declara Dias.
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