As potências mundiais mantinham a esperança hoje de que a cúpula entre os líderes das nações mais industrializadas do mundo resulte no fim do impasse político que impede o avanço das negociações sobre o livre comércio.
A Grã-Bretanha, tadalafil site tradicional defensora da rodada de Doha, clinic quer que as negociações ganhem um impulso político decisivo na cúpula do fim de semana. O objetivo da rodada de Doha é facilitar o comércio no mundo, buy more about o que resultaria em mais desenvolvimento e no combate à pobreza.
"Ainda não chegamos lá. Há muito a fazer, mas é a primeira vez em meses que somos capazes de dizer que pode haver um avanço significativo", disse uma fonte oficial britânica a repórteres. O premiê britânico, Tony Blair, embarca para São Petersburgo amanhã.
A rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio, vem ganhando cada vez mais importância na reunião do Grupo dos Oito, formado pelos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, que acontece entre amanhã e segunda-feira.
A expectativa não era tão positiva a ponto de se acreditar que se discutam números detalhados, mas fontes acreditam que o chefe da OMC, Pascal Lamy, pode obter forte apoio para concluir a rodada.
Segundo autoridades alemãs, está crescendo a pressão para que a cúpula do G8 dê uma demonstração clara de apoio a um acordo comercial.
"Pode-se imaginar, e é essa a expectativa geral, que a cúpula represente um impulso na direção de se mostrar disposição a fazer concessões", disse uma fonte em Berlim.
Lamy deve falar aos líderes do G8 na segunda-feira. Também participam da cúpula os líderes de economias em desenvolvimento, como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e autoridades da Índia e da China, países cruciais para o sucesso da rodada.
Autoridades britânicas disseram que Blair conversou com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o comissário de comércio da União Européia, Peter Mandelson.
"Todos esses líderes sabem que têm de avançar. A questão é como coreografar o movimento, e o que significa avançar", disse a fonte britânica.
O comércio estará na pauta de domingo das discussões do G8 – EUA, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá e Rússia – e na segunda-feira será discutido também com autoridades do Brasil, da Índia, da China, do México e da África do Sul.
É na segunda-feira que estão depositadas as maiores esperanças de avanço no impasse entre os EUA, a UE e o poderoso G20, que reúne os países em desenvolvimento.
O prazo para negociar a rodada está acabando porque, a partir de meados de 2007, a Presidência dos EUA perderá a autoridade para tratar diretamente de impostos e subsídios agrícolas, o que praticamente inviabilizaria novos avanços, já que tudo terá de passar pelo Congresso norte-americano.
Se houver um progresso significativo na cúpula, os negociadores poderiam voltar a Genebra ainda este mês para discutir os detalhes finais de um acordo.
Segundo o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, a mensagem do G8 não será específica, e os negociadores terão de definir os detalhes.
As autoridades russas, que estavam relutantes em permitir que o comércio fizesse parte da agenda da cúpula, já que a Rússia ainda não é integrante da OMC, disseram que o impasse de Doha passará a ocupar o centro das discussões.
"Ainda estamos tentando definir a mensagem sobre as negociações de comércio internacional", disse o negociador Andrei Kondakov.
Era grande a expectativa hoje por um acordo bilateral entre EUA e Rússia sobre a intenção russa de entrar na OMC. Isso deve aumentar a disposição de Moscou em facilitar que haja um acordo sobre a rodada de Doha no fim de semana.