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Economia

Portuguesa Cimpor rejeita oferta da CSN

Arquivo Geral

03/02/2010 0h00

A companhia portuguesa Cimpor, do ramo de cimento, pediu hoje aos acionistas para que não vendam suas ações na oferta pública “hostil” feita pela CSN, aberta ao mercado em 28 de janeiro.

O conselho de administração da Cimpor já se tinha pronunciado contra a oferta pública de aquisição (OPA). Hoje, entregou um relatório de 76 páginas à comissão de valores mobiliários de Portugal (CMVM) no qual argumenta detalhadamente sua oposição à operação e pede aos acionistas para não vender suas ações.

Segundo os administradores da Cimpor, a oferta da CSN é “hostil porque é oportunista, irrelevante e perturbadora da atividade da empresa” e, além de desvalorizá-la, não almeja o interesse de seus acionistas e não concede um prêmio a eles.

A CSN oferece 5,75 euros por ação da Cimpor. Hoje, os títulos da companhia fecharam a 6,18 euros na bolsa de Lisboa, com queda de 1,04%.

A Cimpor considera que a oferta foi lançada em um momento de ciclo desfavorável no setor e não leva em conta as boas perspectivas da empresa, uma das dez maiores do ramo de cimentos no mundo e mais rentável do que a média das quatro primeiras, segundo o relatório de seus administradores.

A OPA da CSN termina no próximo dia 17. Camargo Corrêa e Votorantim também mostraram interesse em entrar no capital da Cimpor.

A Camargo Corrêa informou na segunda-feira oficialmente que ainda não tomou uma decisão sobre o eventual lançamento de outra OPA à Cimpor, após se ver obrigada pela CMVM a retirar três dias antes uma iniciativa de fusão entre sua filial de Portugal e a Cimpor.

A empresa brasileira comunicou à CMVM que continua estudando as alternativas para “fazer parte de uma solução sólida, consistente e de longo prazo” para a Cimpor.

A existência de uma terceira empresa brasileira interessada em entrar no capital de Cimpor, a Votorantim, foi confirmada na semana passada pela CMVM após investigar os contatos entre essa empresa e um dos acionistas de referência da portuguesa, a estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD), o maior banco de Portugal.

Diretores da Cimpor se manifestaram extraoficialmente a favor de um acordo com a Votorantim que dê à companhia brasileira uma participação minoritária na empresa, segundo declarações publicadas na imprensa portuguesa.

A CSN não viu com bons olhos a entrada em cena dessa nova concorrente e solicitou na segunda-feira à CMVM esclarecimentos sobre os direitos de voto da CGD na Cimpor e sobre a possibilidade de que exista um acordo que tenha como objetivo “frustrar o êxito da OPA”.

Segundo a CMVM, suas investigações sobre os contatos entre CGD e Votorantim não revelam evidências de um acordo entre acionistas da Cimpor que possa afetar uma acusação de direitos de voto não divulgada ao mercado.

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