Os portos brasileiros movimentaram 104 milhões de toneladas em janeiro, marcando um aumento recorde de 12,79% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Nos portos públicos, a movimentação alcançou 35,5 milhões de toneladas, um crescimento de 10,3%. O Porto de Santarém (PA) se destacou com 1,6 milhão de toneladas, registrando alta de 156,3%.
Os Terminais de Uso Privado (TUPs) apresentaram desempenho expressivo, com 68,7 milhões de toneladas e aumento de 14,1%. Entre eles, o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), movimentou 7,7 milhões de toneladas, com avanço de 159,8%.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que os resultados reforçam a importância do setor para a logística nacional e o escoamento da produção brasileira. “O resultado demonstra que o setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão e os números evidenciam o avanço da infraestrutura dos nossos terminais e a capacidade operacional dos portos do país”, declarou.
O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento reflete políticas públicas e projetos estruturantes do Ministério de Portos e Aeroportos, incluindo novos arrendamentos e concessões que ampliam a capacidade e atraem investimentos.
A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, com crescimento de 11%. Já a cabotagem, que transporta cargas entre portos nacionais, registrou 27,4 milhões de toneladas, alta de 13,7%.
Em relação aos tipos de carga, a geral solta cresceu 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas. As cargas conteinerizadas aumentaram 1,9%, com 13,2 milhões de toneladas. Os granéis sólidos tiveram 54,7 milhões de toneladas, avanço de 10,4%, enquanto os granéis líquidos cresceram 29,7%, alcançando 31,2 milhões de toneladas.
As mercadorias mais movimentadas incluíram óleo bruto de petróleo, com 21,4 milhões de toneladas e alta de 37,6%, soja, com 4 milhões de toneladas e aumento de 114,3%, e coque de petróleo, com 0,6 milhão de tonelada e crescimento de 32,7%.