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Economia

Petróleo sobe mais de 14% em outubro e encerra mês no maior valor desde maio

No dia, o contrato de petróleo de janeiro, o mais negociado do Brent, fechou em alta de 2,07%, cotado a US$ 113,10

Redação Jornal de Brasília

30/10/2026 20h18

petroleo

Plataforma de petróleo. Foto: Freepik

FOLHARPESS

O petróleo Brent, referência global, encerrou esta sexta-feira (30) no maior preço desde o início de maio.

A alta é uma resposta do mercado a uma possível nova escalada do conflito no Irã após o fim das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

No dia, o contrato de petróleo de janeiro, o mais negociado do Brent, fechou em alta de 2,07%, cotado a US$ 113,10 -patamar mais alto desde o dia 1º de maio. A sessão que encerrou as negociações do mês de outubro também marcou uma valorização mensal de 14,32%, a maior desde julho.

O contrato de dezembro do WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, fechou o dia com alta de 0,93%, a US$ 102,95. A alta mensal foi de 13,86%.

“Os operadores continuarão focados nos fluxos de petróleo do Oriente Médio e na provável escalada por parte dos Estados Unidos e das forças aliadas”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial.

O ataque a um petroleiro no estreito de Hormuz nesta sexta amparou as preocupações do mercado. O ataque foi realizado por meio de dispositivos explosivos acoplados por uma pequena embarcação, informou o UKMTO, o serviço britânico de segurança marítima.

Não ficou claro imediatamente quem ordenou o ataque, que foi o primeiro bem-sucedido conhecido na via navegável usando minas-ventosa -explosivos fixados ao casco de um navio a partir de uma pequena embarcação– desde o início da guerra EUA-Israel com o Irã, em fevereiro, segundo fontes do setor.

‘MAIOR PROBABILIDADE DE UMA ESCALADA’

Os EUA ordenaram que funcionários públicos não essenciais e seus familiares deixassem a Arábia Saudita a partir de 23 de outubro devido a riscos de segurança, informou a embaixada dos EUA em Riad nesta sexta, citando ataques houthis a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas.

Os militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram na véspera que haviam atacado vários locais na Arábia Saudita, incluindo a grande refinaria de petróleo de Ras Tanura, a refinaria de Rabigh e uma unidade de produção em Abqaiq, de propriedade da petrolífera estatal Saudi Aramco.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita também informou ter interceptado um míssil de cruzeiro lançado pelos houthis em direção à região oeste do reino.

Enquanto isso, mediadores do Qatar retornaram a Teerã nesta sexta como parte de esforços coordenados para chegar a um acordo entre os EUA e o Irã, disse à Reuters uma autoridade a par das negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (29) que o vice-presidente J.D. Vance havia entrado em contato com o Irã para ajudar o país a obter suprimentos médicos, depois que a mídia norte-americana noticiou que Vance havia escrito ao principal responsável pela segurança de Teerã para retomar as negociações de paz.

O Irã recebeu uma carta de Vance, mas ainda não respondeu a ela, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, acrescentando que Teerã quer que os EUA atendam às suas condições e que “qualquer posição que contradiga esse quadro é inaceitável”.

Os preços do petróleo podem se tornar ainda mais voláteis nas próximas semanas devido às recentes eleições em Israel e às eleições de meio de mandato nos EUA em 3 de novembro, de acordo com um relatório do Saxo Bank.

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