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Economia

Petróleo sobe impulsionado por falta de acordo no Oriente Médio

Mercado perdeu confiança em um acordo rápido para liberar uma das principais rotas de transporte de hidrocarbonetos, elevando os preços do Brent e do WTI

Redação Jornal de Brasília

07/08/2026 17h34

Foto: Karen Bleier / AFP

Foto: Karen Bleier / AFP

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (7), em um mercado cada vez menos confiante na possibilidade de um acordo no Oriente Médio para reabrir o Estreito de Ormuz.

O preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em outubro subiu 1,29%, fechando a US$ 83,55.

Já o barril do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, para entrega em setembro, avançou 1,15%, para US$ 78,18.

“O otimismo predominante no mercado de petróleo em relação à reabertura do Estreito de Ormuz pode ser prematuro”, resume Barbara Lambrecht, analista do Commerzbank.

Os preços do petróleo haviam recuado no início da semana, enquanto o mercado apostava na rápida conclusão de um acordo para reabrir essa rota estratégica para o comércio de hidrocarbonetos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que a passagem poderia ser reaberta “em breve”.

Mas “há indícios de que o Irã pretende proibir a passagem de navios americanos e israelenses” pelo estreito, explicam analistas do ING. Essa seria uma condição inaceitável para Washington.

“Além disso, o Irã teria lançado novos ataques contra ‘alvos hostis’ no Estreito de Ormuz”, afirma Barbara Lambrecht. Nesta sexta-feira, rebeldes houthis no Iêmen reivindicaram ataques em uma província rica em petróleo, aumentando o nervosismo dos investidores.

“No fim das contas, tudo continua incerto”, avalia Lambrecht.

Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, fala de um “mercado nervoso com a chegada do fim de semana”.

Paralelamente, as importações chinesas de petróleo bruto “continuam mais de 3 milhões de barris por dia abaixo do nível observado antes da guerra”, apesar de um leve aumento registrado em julho, observa a analista.

A fraqueza dessas compras de petróleo continua sendo um fator muito importante para conter a alta dos preços da commodity.

Por outro lado, isso significa que há poucas chances “de que a China aumente suas exportações de derivados refinados de petróleo” no curto prazo, segundo Rasmussen. Esse cenário reforça o risco de preços elevados para derivados de petróleo, como a gasolina.

AFP

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