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Economia

Petróleo dispara por exigências de EUA e Irã para reabrir Ormuz

Brent chega a US$ 87,72 por barril diante do temor de impasse diplomático; gás europeu sobe quase 11%

Redação Jornal de Brasília

10/08/2026 17h35

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Foto: HANDOUT / US EUROPEAN COMMAND / AFP

Os preços do petróleo dispararam 5% nesta segunda-feira (10), impulsionados pela preocupação dos mercados com as condições divergentes propostas pelos Estados Unidos e pelo Irã para desbloquear o Estreito de Ormuz.

O barril de Brent do Mar do Norte, referência internacional, subiu 4,99%, a 87,72 dólares.

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, subiu 5,05%, a 82,13 dólares.

O presidente americano, Donald Trump, declarou, nesta segunda-feira, que os Estados Unidos vão exigir “compensações” pelos ataques executados pelo Irã que remontam a décadas.

Trata-se de uma resposta a uma exigência de longa data das autoridades iranianas, que condicionam qualquer acordo sobre o Estreito de Ormuz ao pagamento de reparações americanas.

Mas este novo anúncio torna ainda mais improvável um acordo rápido sobre o Estreito de Ormuz, já que o Irã exige a aceitação por parte de Washington de “todas” as suas condições.

“Muitas destas exigências são claramente inaceitáveis para os Estados Unidos” porque “dificultam que Trump saia do conflito sem dar a impressão de ter perdido a guerra”, assegura Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.

O mercado, que na semana passada apostava em um acordo entre as partes, inquieta-se agora com a estagnação diplomática.

O porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, reforçou nesta segunda a mensagem repetida nos últimos dias por Teerã: não há “negociação direta” em curso com Washington.

Neste contexto, nem mesmo os avanços reivindicados por Teerã com Omã para traçar uma rota de passagem futura no Estreito de Ormuz tranquilizam os investidores.

O gás europeu – frequentemente mais volátil que o petróleo — disparou ainda mais fortemente, impulsionado pela preocupação com a reposição das reservas na Europa antes do inverno.

O contrato de futuros TTF holandês, considerado a referência europeia do gás, operava em alta de 10,99%, a 61,65 euros o megawatt/hora.

AFP

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