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Economia

Petróleo cai mais de 3% e volta a ficar abaixo de US$ 100 à espera de negociações entre EUA e Irã

Redação Jornal de Brasília

07/05/2026 10h00

petróleo

Foto: Reprodução/Instagram

Fernando Narazaki
Folhapress


O preço do petróleo voltou a cair nesta quinta-feira (7) e chegou a ser negociado a US$ 97,53, às 4h15 (horário de Brasília), queda de 3,69% em relação ao fechamento do dia anterior.

O barril Brent, referência mundial, começou o dia nos três dígitos e foi a US$ 102,53, às 21h de quarta-feira (6), na abertura da sessão. Porém, a partir daí, passou a desvalorizar e voltou a ficar abaixo de US$ 100 às 4h. Cinco horas depois, o contrato de julho estava a US$ 98,11, perda de 3,12%.

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 92, desvalorização de 3,23%, para o contrato de junho. Ele chegou a ser vendido a US$ 91,38, às 8h15.

Os investidores aguardam a negociação entre EUA e Irã, que estariam próximos de acordo, segundo mediadores do Paquistão ouvidos pela agência de notícias Reuters. O pacto visaria três pontos: o fim formal da guerra, o desbloqueio no estreito de Hormuz e o lançamento de uma janela de 30 dias para negociações sobre um acordo mais amplo, de acordo com as pessoas ouvidas.

A expectativa de um tratado mais amplo é pouco provável e a intenção é retomar a navegação por Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, para evitar uma crise ainda maior no preço de energia. O preço do petróleo estava cotado a US$ 72 antes do conflito e subiu mais de 50% desde então.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que tem repetidamente falado que o acordo está próximo e depois ameaça atacar o Irã se não aceitarem as condições norte-americanas, afirmou que o acordo está próximo. “Eles querem fazer um acordo… é muito possível”, afirmou nessa quarta-feira, acrescentando mais tarde que “isso acabará rapidamente”.

O governo de Israel afirmou não ter tido conhecimento do memorando negociado entre EUA e Irã e retormou os ataques ao Líbano na quarta. Nesta quinta, o país anunciou que matou um comandante do Hezbollah em um ataque aéreo em Beirute, após um cessar-fogo que durou até o fim de abril.

O regime iraniano tratou a proposta negociada como “mais uma lista de desejos do que uma realidade”, como descreveu Ebrahim Rezaei, porta-voz do comitê de política externa e segurança nacional do Parlamento iraniano. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores disse que Teerã responderia no devido tempo.

BOLSAS SOBEM NA ÁSIA E CAEM NA EUROPA

Os mercados financeiros tiveram comportamentos diferentes com as últimas informações sobre o conflito no Irã. As principais Bolsas da Europa registravam alta nesta quinta e as da Ásia fecharam em queda.

O índice CSI300, que reúne as principais empresas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,48%, assim como o SSEC, em Xangai. A Bolsa de Tóquio disparou 5,58%, após três dias fechado, e o movimento foi seguido em Hong Kong (1,57%), Seul (1,43%) e Taiwan (1,93%).

O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, estava estável às 9h05, enquanto havia queda em Frankfurt (-0,31%), Londres (-0,64%), Paris (-0,20%) e Milão (-0,16%). A exceção era Madri, que estava em alta de 0,10%.

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