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Economia

Petrobras sobe e ajuda índice a zerar perdas

Arquivo Geral

14/07/2006 0h00

O novo plano de recuperação da Varig apresentado hoje aos credores da empresa prevê a manutenção de apenas 50 empregos na Varig antiga, abortion shop que herdará as dívidas, order e de até 2.000 empregos na Varig nova, thumb que poderá ir a leilão na próxima quarta-feira.

Segundo o advogado da Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), Otávio Neves, que participou da reunião iniciada às 14 horas, o pagamento das indenizações referentes às cerca de 9.000 demissões que terão de ser feitas é a maior preocupação dos trabalhadores no momento.

"Pelas contas apresentadas, essas indenizações somam mais de 80 milhões de dólares. E ainda não ficou claro quem vai arcar com isso", disse o advogado a jornalistas, após quatro horas e meia de reunião.

A Varig modificou o seu plano de recuperação judicial para adequá-lo à proposta de compra pela VarigLog. As três classes de credores estiveram reunidas hoje na sede da empresa para tentar chegar a um acordo e aprovar o novo plano em assembléia, na próxima segunda-feira.

Se aprovado, assim como também a proposta da VarigLog, o leilão de venda da nova Varig (operacional) será realizado na quarta-feira.

De acordo com Neves, os credores governamentais estavam propensos a aceitar o plano. "Ainda não se chegou a um consenso, mas alguns credores do governo parecem inclinados a votar a favor das alterações", afirmou Neves.

Já os trabalhadores, segundo ele, ainda vão discutir no final de semana a posição que será tomada. Eles vão pleitear na Justiça que os créditos trabalhistas sejam transformados em moeda de troca para poder participar do leilão.

"Queremos poder usar esses créditos, aliado a algum investidor para fazer proposta no leilão", explicou Neves, apesar de a TGV estar impedida de fazer lances no leilão, já que na primeira tentativa de venda da empresa fez uma proposta, mas não honrou o pagamento.

Até a recuperação judicial, os créditos trabalhistas somavam 170 milhões de reais. E após a recuperação já acumulam outros 103 milhões de reais.

Segundo uma outra fonte, que não quis se identificar, as empresas estatais Infraero e BR Distribuidora, assim como o fundo de pensão Aerus, já teriam concordado com as mudanças no plano de recuperação, enquanto as empresas de leasing, também grandes credoras da Varig, deverão se abster de votar na assembléia de segunda-feira.

"Os lessor (empresas de leasing) sistematicamente se abstêm, porque não querem reconhecer a jurisdição brasileira sobre as aeronaves", explicou a fonte.

As empresas de leasing brigam na Justiça norte-americana pelo arresto de seus aviões.

Com esse cenário, a aprovação do plano de recuperação judicial e da proposta da VarigLog ficará nas mãos dos trabalhadores que, segundo a mesma fonte, deverão aprovar para não ser responsáveis pela falência da Varig.

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou hoje praticamente no zero a zero, shop depois que o bom desempenho das ações da Petrobras ajudou o mercado a anular as perdas exibidas mais cedo.

No acumulado da semana, entretanto, a bolsa paulista caiu 2,1 por cento.

A tensão geopolítica no Oriente Médio continuou azedando o humor dos investidores e manteve o preço do petróleo em alta. Mas o preço recorde da commodity favorece a Petrobras e está gerando especulações sobre reajuste da gasolina.

"Temos três coisas (ajudando Petrobras): o preço do petróleo no mercado internacional; a alta do dólar… junto com especulação em cima de reajuste; e o exercício (de opções) de segunda-feira", explicou Mauro Giorgi, consultor de investimentos da corretora Geração Futuro.

"Petrobras é o único papel que pode ter exercício para o comprado. Isso está fazendo com que haja movimento maior do que os outros."

Petrobras foi responsável por 275 milhões de reais do giro do dia, de 1,596 bilhão de reais. A segunda colocada Vale do Rio Doce, movimentou apenas 106 milhões de reais.

Os papéis da estatal subiram 1,47 por cento e fecharam a 44,24 reais – acima dos 44 reais da opção PETRG44. Em Nova York os ADRs da petrolífera dispararam 2,7 por cento.

Com isso, o principal indicador da bolsa paulista encerrou com oscilação negativa de 0,01 por cento, a 35.349 pontos. Mais cedo, o Ibovespa chegou a cair 1 por cento.

As férias do Hemisfério Norte e a ausência de dados relevantes –antes de uma semana bastante agitada– ajudaram a reduzir o fluxo dos últimos dias.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones recuou 0,99 por cento e o Nasdaq perdeu 0,82 por cento, à medida que o conflito no Oriente Médio fez investidores vender ações e comprar ativos considerados mais seguros, como Treasuries.

 

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