A Petrobras assinou hoje um acordo com a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) no qual se compromete a pagar pelos “liquidificáveis”, ou os líquidos associados ao gás natural que é comprado da Bolívia.
A Petrobras informou em comunicado que o pacto assinado é adicional ao contrato de fornecimento de gás natural com a YPFB.
“Conforme o anunciado em uma nota ao mercado no dia 15 de fevereiro de 2007, o acordo adicional permite o pagamento pela parte das frações líquidas do gás natural que elevam o poder calorífico dos volumes importados da Bolívia a partir de 2 de maio de 2007”, explica o documento.
Segundo a Petrobras, o convênio adicional tem o mesmo prazo que o contrato original e os pagamentos serão calculados mensalmente com base nos preços internacionais e terão um limite mínimo anual de US$ 100 milhões e um máximo de US$ 180 milhões.
“Com relação aos pagamentos anteriores à assinatura do acordo adicional, o valor correspondente a 2007 ficou em US$ 100 milhões e os pagamentos restantes serão calculados após um convênio referente ao volume de gás importado e seu poder calorífico”, apontou o texto.
A companhia reiterou que os contratos de venda de gás já assinados entre a Petrobras e as distribuidoras no país “não sofrerão alterações” que impliquem uma transferência dos custos a essas empresas ou aos consumidores.
O contrato de compra e venda de gás natural entre os dois países foi assinado hoje no Rio de Janeiro pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o da YPFB, Carlos Villegas.
O primeiro pagamento por parte da Petrobras será feito dentro de 30 dias, comunicou aos jornalistas a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster.
Os desembolsos posteriores serão definidos entre as partes, com previsão que o segundo seja antes de 90 dias, acrescentou Foster.
Villegas comentou por sua parte que a Petrobras e a YPFB se reunirão na semana que vem para discutir a instalação de uma unidade de processamento para ampliar a produção no campo Sábalo, no Grande Chaco (no departamento boliviano de Tarija), e que será destinado à Argentina.