Agências humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram hoje que não estão conseguindo enviar material de ajuda para o Líbano e nem levar pessoas gravemente doent es para os hospitais.
As agências deram essas declarações pouco antes de o primeiro-ministro de Israel, rx no rx Ehud Olmert, ter dito que seu governo permitiria o envio de material de ajuda pelo céu, passando pelo bloqueio marítimo e aéreo imposto ao Líbano.
Mas a primeira reação foi de que a manobra israelense ajudaria pouco para solucionar rapidamente a crise humanitária. "É extremamente frustrante estarmos às portas do Líbano, prontos para entrar com centenas de toneladas de material de ajuda, mas vermos que as portas continuam fechadas", afirmou Jennifer Pagonis, porta-voz da Acnur (Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados).
E a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que os hospitais do sul libanês estavam ficando sem remédios e combustível para seus geradores, equipamentos que foram obrigados a usar porque os bombardeios de Israel cortaram o fornecimento de energia elétrica.
Segundo as agências, a situação da população civil piorava a cada dia no sul do Líbano — onde, há quase duas semanas, Israel ataca a guerrilha islâmica Hezbollah — e nos abrigos temporários montados para receber as pessoas que fugiram dos conflitos.
Pagonis afirmou que o material a ser distribuído entre as 20 mil pessoas abrigadas em parques e prédios públicos da região de Beirute "continuam bloqueados na Síria, à espera de uma rota segura no Líbano".
Autoridades da área de ajuda humanitária e relatos vindos da região dão conta de que os aviões israelenses bombardearam estradas e destruíram pontes nos caminhos que partem da fronteira síria, em uma suposta tentativa de evitar que o Hezbollah receba mais armas por essa rota.
"Temos barracas, colchões, cobertores e outros materiais de que as pessoas estão precisando muito e que poderíamos distribuir em questão de horas se tivéssemos acesso ao país", disse Pagonis.
O pronunciamento feito por Olmert a respeito do transporte de ajuda por meio de aviões e de abrir um corredor humanitário a partir de Israel apareceu depois de negociações realizadas em Jerusalém com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice.
Há dias, importantes autoridades da ONU e órgãos independentes de ajuda humanitária pedem a Israel que garanta a segurança dos comboios de ajuda no sul do Líbano, intensamente bombardeado.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou em julho queda menos intensa que a apurada em junho, dosage por conta do comportamento dos combustíveis, page informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPCA-15 apontou deflação de 0,02% em julho, após a queda de 0,15% no mês anterior. De acordo com o IBGE, os combustíveis deixaram de exercer forte influência de baixa, o que acabou influenciando o resultado do índice. "Foi o álcool combustível que deixou de cair tanto: embora tenha ficado 3,76% mais barato em julho, esse item havia caído 12,87% em junho", afirmou o IBGE.
Como o álcool é misturado à gasolina em até 20%, o comportamento do preço do produto também contribuiu para uma queda menos expressiva da gasolina, que recuou 0,40% neste mês, ante queda de 1,45% em junho. "Mudanças nos preços de combustíveis podem ser apontadas como a principal razão para a variação (do índice), mas a dinâmica como um todo continua favorável", avaliou em relatório o BNP Paribas.
Os alimentos mantiveram praticamente o mesmo patamar de deflação registrado em junho. A queda dos preços desses produtos foi de 0,44%, ante 0,40% na leitura anterior.
Produtos como tomate, feijão carioca e hortaliças mantiveram a tendência de queda em julho. Mas outros itens, como alho, arroz e óleo de soja, tiveram alta de 8,79%, 3,19% e 1,97 por cento, respectivamente, no período.
No ano, o IPCA-15 acumula variação positiva de 1,68%. Nos últimos 12 meses, o índice registra alta de 3,89%. O índice é tido como uma prévia do IPCA, que serve de referência para a meta de inflação do governo.
O IPCA-15 usa a mesma metodologia do IPCA, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.
A diferença está n o período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário, enquanto o IPCA-15 apurou os preços entre os dias 13 de junho e 13 de julho.
O IBGE informou ainda que o IPCA-15 de julho foi o último índice divulgado pelo instituto com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1995-1996. Os próximos indicadores de preços ao consumidor serão calculados a partir das ponderações da POF 2002-2003.
A Polícia Federal, symptoms com o auxílio do Ministério da Previdência Social, help deflagrou na manhã de hoje, information pills 25 de julho, a Operação Com Dor, que apurou um sistema de fraude contra a Previdência por meio de atestados médicos falsos. A Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários da PF vinha investigando três casos distintos que utilizavam o mesmo esquema criminoso para encaminhar benefícios de auxílio-doença. Das fraudes apuradas, a PF já identificou um prejuízo de R$ 6,7 milhões ao concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), considerando apenas os benefícios até então analisados pelos técnicos da Previdência Social. Com a operação será evitado um dispêndio mensal estimado em R$ 1 milhão aos cofres públicos.
O primeiro inquérito foi instaurado em 16 de novembro de 2004 para investigar o escritório de uma despachante previdenciária por falsificação de atestados médicos, principalmente por doenças psiquiátricas, utilizando nomes e registros de médicos sem que eles soubessem. No escritório da despachante, trabalhavam ativamente seu marido e mais dez funcionários, que eram responsáveis pela captação dos clientes e intermediação dos serviços, como obtenção dos atestados médicos falsos, instrução do processo de pedido de aposentadoria junto ao INSS e orientação aos pacientes sobre como se comportar nas perícias para ludibriar os médicos do INSS. Eram cobrados cerca de R$ 400 por todo o “serviço”.
O segundo inquérito foi instaurado em 23 de maio de 2005 para apurar irregularidades em benefícios previdenciários intermediados pelo Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre. Durante as investigações, observou-se que integrantes da diretoria do sindicato recebiam auxílio-doença por incapacidade laboral, apesar de exercerem normalmente suas atividades profissionais na entidade. A organização era liderada pelo presidente do sindicato e sua companheira, com o envolvimento direto de três funcionários. A quadrilha contava com a colaboração de um médico que concedia atestados em favor dos clientes da organização, muitas vezes sem realizar a consulta com os supostos doentes. Um outro médico também é suspeito de participar do esquema, visto que muitos dos atestados utilizados pela organização eram emitidos em seu consultório. Os médicos cobravam em torno de R$ 50 por atestado. A quadrilha também utilizava atestados falsos para encaminhamento de benefícios junto ao INSS, obtidos no escritório de dois despachantes.
O terceiro inquérito foi instaurado em 10 de fevereiro de 2006 para investigar a ação criminosa de uma ex-funcionária do sindicato que adotou a mesma prática ilegal, intermediando através de atestados médicos falsos, benefícios junto ao INSS, associada com um despachante previdenciário e um médico envolvidos também com o Sindicato dos Rodoviários.
Os envolvidos serão indiciados por formação de quadrilha, com pena de um a três anos de reclusão, e estelionato contra a Previdência Social, que prevê pena de um a cinco anos e multa. Um dos médicos envolvidos já havia sido preso na Operação Fênix da PF, em dezembro de 2004, pela emissão de atestados médicos falsos.
Para a Operação Com Dor, foram expedidos pela Justiça Federal 13 Mandados de Prisão Temporária, 18 Mandados de Prisão Preventiva e 32 Mandados de Busca e Apreensão para serem cumpridos em Porto Alegre, Viamão, São Leopoldo, Alvorada e Guaíba. Participaram da operação 174 policiais federais e 37 servidores do INSS.
O governo brasileiro conseguiu autorização de Israel para retirar brasileiros do Vale do Bekaa pelo caminho mais curto até a capital da Síria, order Damasco. De acordo com o Itamaraty, 850 pessoas foram retiradas da área atingida por Israel. Hoje, o chanceler Celso Amorim chega a Adana, Turquia, para acompanhar a retirada dos brasileiros.
Os brasileiros embarcarão amanhã num comboio multinacional que também retirará canadenses, argentinos e paraguaios em direção a Damasco. Os ônibus foram alugados pela Associação de Brasileiros no Líbano, mas serão pagos pelo Consulado-Geral do Brasil no Líbano.
O repatriamento de brasileiros afetados pelo conflito entre Israel e o grupo libanês Hezbollah prosseguiu hoje com a chegada de mais 174 pessoas ao País. Desse total, 156 vieram em dois vôos da Força Aérea Brasileira (FAB) e 18 embarcaram em um vôo comercial de Madri para São Paulo após abandonarem as casas no Vale do Bekaa e seguirem para a Jordânia de táxi. Para esta semana, a FAB tem mais dois vôos programados.
A Petrobras rebateu hoje as acusações feitas na véspera pelo governo da Bolívia de que estaria medindo de maneira imprecisa a produção de gás nos dois principais campos do país.
Segundo a estatal brasileira, for sale a empresa opera com um sistema de medição de última geração no país vizinho, seek que permite a visualização simultânea de todos os medidores na sala de controle, à qual têm acesso os fiscais da YPFB, estatal boliviana de petróleo e gás.
"Diariamente, a Petrobras fornece todas as informações relacionadas ao volume da produção de gás. Além disso, os fluxos medidos na Petrobras são comparados com as quantidades recebidas pelas empresas Transredes e Transierra, que fazem parte do sistema de transporte de gás do país", afirmou a empresa em um comunicado.
A Petrobras explicou que esse sistema já foi apresentado "em várias oportunidades à YPFB", e que mostra as informações da produção minuto a minuto. As supostas irregularidades teriam sido descobertas durante uma visita surpresa aos campos de Margarita, dirigido pela Repsol, e San Antonio, que está nas mãos da Petrobras, segundo o vice-ministro boliviano de hidrocarbonetos, Julio Gomez.
As duas empresas es tão em plena negociação sobre o preço do gás comprado da Bolívia, que pode ser definido em uma corte de arbitragem em Nova York. A Petrobras se recusa a aumentar o produto além do estabelecido em contrato, que prevê ajustes trimestrais de acordo com uma cesta de óleos, enquanto a YPFB consi dera o preço atual abaixo do mercado.