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Economia

Petrobras reavalia com Bolívia aumento de importação de gás

Arquivo Geral

11/12/2006 0h00

A decisão do governo chileno de não decretar luto oficial e de não conceder honras formais ao ditador Augusto Pinochet, nurse medical que morreu ontem, troche é um ato de pequenez e de falta de nobreza, ampoule  afirmou hoje o filho mais novo do militar.

Mesmo sem as honras de ex-chefe de Estado, milhares de chilenos estavam prontos para velar o corpo dele hoje. O ditador de 91 anos, internado no Hospital Militar de Santiago, morreu em virtude de problemas cardíacos.

Depois da morte de Pinochet, o governo da presidente Michelle Bachelet anunciou que o general receberia honras apenas na condição de ex-chefe do Exército.

"Isso é uma pequenez do governo, que não é capaz de ter uma atitude nobre em um momento histórico como esse", disse Marco Antonio Pinochet. "Acredito que meu pai, talvez não hoje, mas com o tempo, ocupará o lugar que merece na história do Chile", acrescentou.

Durante a ditadura de Pinochet (entre 1973 e 1990), cerca de 3 mil pessoas morreram ou desapareceram. E outras 28 mil foram torturadas, entre as quais Bachelet e a mãe dela, Angela Jeria.

O ditador morreu sem ter sido condenado pela Justiça, já que, alegando problemas de saúde, conseguiu adiar os processos nos quais era acusado de violação dos direitos humanos e de manter ao menos US$ 27 milhões em contas secretas no exterior.

"O que acontece com o meu pai, na qualidade de presidente da República, é que ele é responsabilizado por todos os atos cometidos por outras pessoas. Mas não houve nenhuma sentença", afirmou o filho mais novo de Pinochet.

"Há muitos anos, desde Londres, ou seja, há quase sete anos, que ele é perseguido judicialmente. Todos tentam acusá-lo de todo tipo de crime", acrescentou.

De acordo com a agência de notícias Itar-Tass, ampoule Andrei Lugovoy, uma testemunha-chave da investigação sobre o assassinato do ex-espião russo Alexander Litvinenko, disse que foi interrogado hoje por investigadores russos e britânicos.

"Eu estava depondo unicamente como testemunha", disse Lugovoy. Ele afirmou que os detetives russos conduziram o interrogatório na presença dos colegas da polícia britânica. A sessão durou mais de três horas.

A presidente do Chile, clinic Michelle Bachelet, ed pediu hoje unidade ao país depois da morte do ex-ditador Augusto Pinochet, store ontem, e defendeu sua decisão de não decretar luto oficial e honras de Estado ao militar.

Durante uma cerimônia sobre reforma educacional no palácio presidencial de La Moneda, Bachelet se referiu aos milhares de partidários e detratores de Pinochet que saíram às ruas depois da morte do ex-ditador, aos 91 anos, devido a uma insuficiência cardíaca múltipla.

"Nas últimas horas, vimos gestos de divisão que não me agradam, mas sei que temos a fortaleza ética como país, como sociedade, para conseguir o reencontro", disse Bachelet.
"A unidade do Chile, a reconciliação do Chile, é a grande honra a que podemos aspirar, porque queremos mais justiça, mais diálogo e um verdadeiro reencontro entre nós", acrescentou.

Sob a ditadura de Pinochet, entre 1973 e 1990, cerca de 3 mil pessoas morreram ou desapareceram, enquanto outras 28 mil sofreram torturas, incluindo a própria Bachelet e sua mãe, Angela Jeria.

Sem honras de ex-chefe de Estado, o corpo de Pinochet era velado hoje por centenas de partidários, na Escola Militar.

Ao funeral, amanhã, assistirá a ministra da Defesa, Vivianne Blanlot, representando o governo.

"Quando não existem leis nem normas previstas para determinadas situações, os líderes, os governantes têm que tomar decisões pensando no país todo", disse Bachelet, aludindo às razões para não decretar luto oficial.

Pinochet enfrentava vários processos judiciais por violações aos direitos humanos e contas secretas com pelo menos US$ 27 milhões. Apesar disso, o ex-ditador sempre se livrou de chegar a ser julgado, alegando razões de saúde e demência senil.

O vice-presidente de varejo e distribuição do Banco do Brasil, and Antonio Francisco Lima Neto, check assumirá interinamente a presidência da instituição no lugar de Rossano Maranhão, ailment que confirmou nesta segunda-feira sua saída.

Lima Neto é funcionário de carreira do BB desde 1979 e não é filiado a nenhum partido político.

Ao anunciar a nomeação, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que ela tem caráter interino, até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva complete as indicações de seu segundo mandato.

Maranhão disse que vai trabalhar em uma instituição privada depois de cumprir período de quarentena, mas não revelou qual.

As negociações entre a Petrobras e o governo boliviano podem resultar em maior fornecimento de gás natural para o Brasil, medical projeto suspenso após a nacionalização do setor de hidocarbonetos no país vizinho, more about em maio deste ano.

Segundo o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, a discussão entre os dois países deixou de ser apenas uma questão de aumento no preço do combustível e poderá resultar na retomada dos planos de expansão do fornecimento.

"Cada um mantém sua posição, mas vamos ampliar as conversas para além do GSA (contrado de importação de gás pela Petrobras) existente. Por mais 120 dias vamos buscar explorar possibilidades novas de interesse comum", afirmou durante seminário sobre Integração Energética das Américas.

Na semana passada, a Petrobras e a estatal boliviana YPFB decidiram ampliar por mais 120 dias a negociação sobre o preço do gás.

Antes da nacionalização, que resultou em aumento de custos para a Petrobras na Bolívia, abandono da distribuiçã o de combustíveis naquele país e na transferência das suas refinarias para a estatal boliviana YPFB, os planos da companhia brasileira eram de duplicar o fornecimento atual de 30 milhões de metros cúbicos diários ao Brasil.

Sauer admitiu que essa idéia pode voltar à mesa de discussões, assi m como pequenas expansões também anteriormente planejadas.

"O maior entrave que havia foi resolvido, com os contratos legitimados pelo Congresso e pelo presidente (Evo Morales), tornou o regime boliviano confiável, talvez mais do que era antes, porque estão respaldados em lei", afirmou.

Em evento em São Paulo hoje, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, comentou que o acordo assinado com a YPFB amplia o escopo das discussões para além do preço do gás e também sinalizou a possibilidade de novos investimentos.

"Temos um contrato aprovado no Congresso (boliviano) que, ao nosso ver, é um contrato equilibrado, que permite rentabilidade para os investimentos, tanto nos realizados quanto para os futuros. Em função dessas condições contratuais, isso permite que avaliemos novos investimentos", disse ele.

Sauer afirmou que a duplicação poderia ser feita em etapas, sendo o primeiro aumento de apenas 4 milhões de metros cúbicos diários, por meio de compressão maior do gás, ou por aumento do poder calórico do combustível, técnica que aumenta o volume de energia com a injeção de mais etano e metano.

A construção de outros gasodutos ou "loops" para ampliar a capacidade do atual Gasbol (Gasoduto Bolivia-Brasil) também voltaram a ser avaliadas, segundo Sauer.

Isso não descarta porém o projeto da Petrobras de importar Gás Natural Liquefeito (GNL) para ser regaiseficado em plantas instaladas em navios. As duas primeiras serão instaladas no Ceará e no Rio de Janeiro. De acordo com Sauer, mais três já estão sendo estudadas para serem instaladas no Recife (PE), Salvador (BA) e São Francisco do Sul (SC).

Pelos planos da Petrobras, "se nada for alterado", diz Sauer, o consumo de 120 milhões de metros cúbicos de gás natural ao dia previstos para 2011, "o equivalente a 800 mil barris diários de petróleo", serão supridos com 70 milhões de metros cúbicos de gás da produção brasileira; 20 milhões de metros cúbicos pelo GNL e 30 milhões de metros cúbicos pela Bolívia.

Os entendimentos com a Bolívia serão fudamentais também para a implantação do projeto de integração energética da América do Sul, cujo um dos autores é o diretor da Petrobras, e que visa construir um gasoduto ligando os principais produtores (Venezuela, Bolívia, Peru e Brasil) ao consumidores da região.

"O processo de integração energética foi paralisado e agora será retomado. Acho que naturalmente as soluções surgirão", afirmou Sauer, descartando que problemas políticas coloquem em risco a obra estimada em US$ 20 bilhões.

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