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Economia

Petrobras inicia obras da maior refinaria da A.Latina

Arquivo Geral

15/01/2010 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva presidiu hoje a cerimônia que deu início às obras da refinaria que a Petrobras vai construir no Maranhão e que será a maior da América Latina.

A unidade terá uma capacidade de refino de 600 mil barris diários de petróleo quando estiver em pleno funcionamento em 2015 e nela serão produzidos combustíveis “de alta qualidade” como gasolina, diesel, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), coque e combustível para navios, segundo os planos da petrolífera.

A obra exigirá investimentos de R$ 40 bilhões, terá capacidade de processar um terço da produção atual de petróleo da Petrobras e será a quinta maior refinaria do mundo, segundo cálculos da empresa.

Em seu discurso, Lula afirmou que esta refinaria determinará “uma nova etapa” na história do Maranhão, um dos estados mais pobres do Brasil.

“Por trás deste investimento virão hotéis e estradas e, em alguns anos, poderemos ver o mapa do Brasil e dizer que o norte e o nordeste do país não são mais pobres”, disse Lula.

A refinaria será construída no município de Bacabeira, a 60 quilômetros do futuro terminal portuário de São Luis, com o qual será conectada por um oleoduto.

A obra será implantada em duas fases. A primeira será concluída em 2013, quando a refinaria alcançará uma capacidade de processamento de 300 mil barris diários.

Durante a fase de construção vão abrir cerca de 26 mil vagas de emprego direto e 132 mil vagas indiretas. Além disso, outras 1,5 mil pessoas trabalharão na fase de operação, segundo os cálculos da companhia petrolífera.

A Petrobras conta com 11 refinarias em funcionamento no Brasil, quatro no exterior e cinco em construção, entre elas, a Abreu e Lima, localizada em Pernambuco e com capacidade de refino de 230 mil barris por dia, que será compartilhada com a venezuelana PDVSA.

Nos próximos anos, a Petrobras prevê colocar em funcionamento outras duas novas refinarias, nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte, que alcançarão uma capacidade de refino de 300 mil barris diários cada.

Atualmente, a petrolífera tem uma capacidade de refino de 1,9 milhão de barris diários, número inferior ao seu volume de extração de petróleo, que gira em torno de 2 milhões de barris.

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