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Economia

Petrobras busca R$ 240 bi

Arquivo Geral

05/09/2010 9h45

Priscila Rangel

priscila.rangel@jornaldebrasilia.com.br

 

A Petrobras, após a descoberta de petróleo no pré-sal brasileiro, resolveu aumentar seu capital para manter o nível de investimento e reduzir as dívidas. Para promover a capitalização, prevista para 30 de setembro, a União decidiu ceder à empresa estatal o direito de explorar 4,999 bilhões de barris de petróleo e gás. Em troca,  a Petrobras pagará pela extração, mas não em dinheiro. A estatal vai aumentar a participação do governo como acionista com direito a voto, que hoje é de 32%. Especialistas do mercado de capitais estimam que os impactos da transação para a sociedade, em geral, aconteçam principalmente no câmbio, com queda do dólar em relação ao real, o que costuma atrapalhar as exportações do País.

 

O diretor presidente da Engenheiros Financeiros & Consultores (EFC), Carlos Daniel Coradi, comentou que a Petrobras está relativamente endividada, com 33% do patrimônio comprometido, sendo que o limite é 35%. A empresa precisa se capitalizar para  continuar com o mesmo grau de investimento, em relação aos investidores estrangeiros. “Está aumentando o capital porque precisa de dinheiro, R$ 240 bilhões, para fazer a perfuração e produção dos poços do pré-sal. Esses poços foram descobertos recentemente e têm grande potencial.”

 

O Governo Federal possui 55,6 % das ações da Petrobras, 32% com direito a voto. Para ajudar na capitalização, União e Petrobras combinaram uma maneira de fazer o negócio, a cessão onerosa. “Como não tem disponível todo o dinheiro de que a Petrobras precisa, o governo teria que emitir títulos públicos e, para isso, criou uma engenharia. Todas as reservas do País, cobertas ou descobertas pertencem à União, também detentora de ações da empresa. E para não perder participação como acionista em meio ao aumento de capital da Petrobras, a União cedeu um certo número de campos com as reservas, a um certo preço do barril”, explicou Coradi.

 

A definição do valor do barril de petróleo foi aguardada por causa do conflito de interesses entre governo e Petrobras na transação. A estatal queria que o preço fosse o mais baixo para pagar menos pela prospecção dos campos. Já o governo queria o maior preço para remunerar o aporte das reservas. “O preço do barril fechou em US$ 8,51 (cerca de R$ 15) após várias avaliações, mas foi resolvido pelo governo e Petrobras, sem assembleia. O governo é o controlador da empresa”, diz o diretor presidente da EFC Consultores.

 

Leia mais na edição deste domingo (05) do Jornal de Brasília.

 

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