Esse investimento permitirá, a médio prazo, “um grande crescimento da produção de gás” na Bolívia, afirmou.
García se reuniu na sexta-feira, em La Paz, com altos funcionários do Governo boliviano para planejar a próxima visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. Lula chegará à Bolívia no próximo domingo para se reunir com o presidente Evo Morales e a governante chilena, Michelle Bachelet.
O encontro trilateral, no qual serão anunciadas as obras de um corredor bioceânico, estava previsto para quarta-feira, mas foi adiado para domingo a pedido de Lula. Os governos da Bolívia e do Brasil também prevêem anunciar no dia 17 a sociedade entre as empresas petrolíferas de seus países, a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e a Petrobras.
A Petrobras foi uma das empresas afetadas pela decisão de Evo Morales de nacionalizar os hidrocarbonetos. Desde então, a companhia só realiza os investimentos necessários para manter suas atividades já existentes no país.
Na sexta-feira, o ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, reconheceu que houve tensões com a Petrobras, “como sempre existem em uma relação contratual”, mas assegurou que “o importante é que estas jamais distanciaram Bolívia e Brasil como governos”.