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Economia

Pesquisa revela que nem 10% dos lojistas vendem pela internet

Arquivo Geral

07/02/2009 0h00

Apenas 7, remedy 2% dos lojistas do Distrito Federal realizam vendas no comércio eletrônico. O dado faz parte de uma pesquisa do Instituto Fecomércio, approved com 416 lojistas de 17 segmentos (autopeças e acessórios; calçados; cine-foto-som; combustíveis e lubrificantes; farmácias e perfumarias; informática; instrumentos musicais, cds e fitas; livrarias e papelarias; lojas de departamentos; lojas de utilidade domésticas; materiais de construção; móveis e decorações; óticas; revendedoras de veículos; supermercados; tecidos e vestuário).

Dentre os segmentos pesquisados, destacam-se revendedoras de veículos, em quem 36% dos lojistas utilizam essa ferramenta, seguido de móveis e decoração (19,4%) e lojas de departamento (16,7%). Em relação à representatividade de vendas pela Internet, os segmentos de lojas de departamento e farmácias e perfumaria apresentaram os maiores índices, com 20% e 16,5%. O índice médio de todos os segmentos pesquisados ficou em 7,8%.

Dono de uma loja de calçados, Eustáquio Oliveira nunca pensou em utilizar a rede mundial para vender seus produtos. Ele lembra que sua loja nem página na internet tem. “É um gasto que eu ainda não posso ter. Mas, acho que não faz falta. A maioria da minha clientela nem tem computador em casa”, justifica o pequeno comerciante da Candangolândia.

Interesse
Apesar de apenas 7,2% dos entrevistados informarem que realizam negócios pela internet, 16,8% dentre os pesquisados reconhecem que gostariam de construir um site para realizar vendas no comércio eletrônico. Os empresários de óticas são os que mais gostariam de utilizar esse tipo de vendas com 29,2%.

Para os segmentos de móveis e decoração; livrarias e papelarias; revendedoras de veículos e vestuário, 27,6%, 26,1%, 25% e 24,2%, respectivamente, dos empresários têm intenção de investir. Para o presidente da Fecomércio-DF, senador Adelmir Santana, a baixa utilização da internet nas relações comerciais ainda é uma questão cultural. Para ele, gradativamente, os empresários vão perdendo o medo de fazer negócios no ambiente virtual, uma forma mais prática e econômica de aumentar a clientela. Ele lembra que foi assim, por exemplo, com a chegada do telefone celular. “Agora, ninguém vive sem ele”, destaca.

De acordo com Santana, para mudar essa realidade a Fecomércio, em parceria com outras entidades, tem oferecido cursos para apresentar os empresários ao comércio eletrônico. Empresário do ramo de polpas de fruta, Arnaldo Sanches sabe muito bem o poder da internet nos negócios. “Desde que montei a nossa página fechamos negócios com pessoas que estão em vários lugares do País e até no exterior, o que representou um grande avanço na empresa”, disse.

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