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Economia

Pesquisa atesta saída de empregadas das residências para padarias e salões

Arquivo Geral

26/08/2010 8h11

Priscila Rangel

priscila.rangel@jornaldebrasilia.com.br

 

Ser empregada doméstica não é tarefa fácil. A profissão não é das mais valorizadas pela sociedade e, nos últimos doze meses, houve redução de 8,1% no número desses profissionais no mercado, que ascenderam socialmente e partiram para empregos em salões de beleza, padarias e supermercados, por exemplo. Os dados foram divulgados no lançamento da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo o Dieese, em julho de 2009, havia 103 mil empregados domésticos, que incluem, além das empregadas, jardineiros, motoristas, cuidadores de idoso e diaristas que trabalham em casas de família. Doze meses depois, foram encontradas 94 mil pessoas nessa condição. 

 

Segundo Tiago Oliveira, economista do Dieese, o principal motivo dessa redução é o movimento de ascensão social do grupo “O emprego doméstico no DF tem baixa formalização e à medida que há escassez de determinado profissional no mercado de trabalho, o preço do trabalhador aumenta. Isso é positivo do ponto de vista da empregada doméstica. Como estão sendo abertas oportunidades no comércio e na área de serviços para essas profissionais, aumenta o seu poder de barganha por melhores salários e condições de trabalho”, analisa.

 

De acordo com o economista, a diminuição do número de empregadas não ocorreu antes porque existe grande oferta de mão de obra de moradores do Entorno, que prestam o serviço no DF. Nelma Antônio de Andrade, 29 anos, há seis anos trabalhava como empregada doméstica e babá, em Águas Claras. Um ano e meio depois, conseguiu vaga como balconista de padaria, onde permaneceu por dois anos. Há três meses trabalha como operadora de supermercado no Sudoeste e sente-se feliz por ter mudado de profissão. “O meu cargo agora é bem melhor para meu currículo. Além disso, eu ganho mais do que quando trabalhava em casa de família, onde não tinha carteira assinada”, relata.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (26) do Jornal de Brasília.

 

 

 

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