A intenção de compra do consumidor paulistano para o primeiro trimestre do ano registrou aumento de 10,6%, com relação ao mesmo período do ano passado, variando de 66,6% para 77,2%. Com relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2009) houve crescimento de 0,2%, conforme indicou a Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo.
A pesquisa foi feita pelo Programa de Administração do Varejo e Laboratório de Finanças, da Fundação Instituto de Administração em parceria com a Felisoni Consultores Associados, e divulgada hoje (9), na capital paulista. Foram entrevistados 500 consumidores na cidade de São Paulo com renda entre 2 e 10 salários mínimos.
As categorias que dominam as intenções de compra para o primeiro trimestre são Cine e Foto com 14%, produtos de Informática com 13,2% e o segmento de Telefonia e Celulares, com 12%, que registrou aumento de 87,5% comparado ao primeiro trimestre do ano passado. Já com relação ao último trimestre do ano, Eletroportáteis tem aumento de 46,2% nas intenções de compra, Material de Construção 32,5%, Automóveis (26,7%), Telefonia e Celulares (13,2%), Móveis (6,4%), Informática (3,1%) e Linha branca (2%).
Segundo o coordenador geral do Provar, Claudio Felisoni de Angelo, a menor taxa de juros induz o consumidor a comprar a prazo mesmo que ao final do pagamento das prestações o produto fique mais caro, ou seja, o consumidor é mais sensível ao prazo do que às taxas. “Ele faz isso pelo fato de poder pagar em um número maior de parcelas. A maioria não tem como poupar então opta pelo aproveitamento imediato do bem”.
Felisoni afirmou ainda que nesta época do ano sempre há queda na intenção de compra do consumidor, o que faz com que o resultado em 2010 seja muito positivo. Segundo ele, mesmo que alguns resultados apontem queda das vendas na indústria, o setor varejista tem demonstrado manutenção das promoções. “O que mostra uma tentativa de incluir pessoas de renda mais baixa e isso tem dado mais fôlego ao consumo”.
Quanto à intenção de gasto, houve aumento de 103,5% para o segmento de Eletro-Eletrônicos, 24% para Material de Construção, 12,4% para Móveis, 10,5% para Informática, e 6% para Cama, Mesa e Banho (6%). Também houve aumento de 69,8% entre aqueles que pretendem utilizar o crédito para as compras de Material de Construção, para Eletroportáteis (52,6%) e Automóveis e Motos (86,8%).