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Economia

Para setor de alimentos da União Européia, meta de biocombustíveis é ameaça

Arquivo Geral

10/01/2007 0h00

A proposta da Comissão Européia de impor uma meta obrigatória para o uso de biocombustíveis no bloco até 2020 vai pôr em risco a produção de alimentos e gerar alta de preços, buy sick afirmaram duas organizações da indústria alimentícia da União Européia hoje.

A Associação das Indústrias de Chocolates, Biscoitos e Confeitos (CAOBISCO) e a associação de produtores de margarina IMACE pediram à comissão que descarte as metas obrigatórias e considere o problema, para reduzir a pressão sobre a indústria alimentícia.

Como parte de uma política mais ampla para combater o aquecimento global, a Comissão Européia propôs uma meta de 10% para o uso de biocombustíveis, produzidos a partir de cana, grãos ou óleos vegetais, até 2020.

"Isso vai prejudicar a indústria alimentícia ao provocar uma séria restrição de matérias-primas e uma alta não-sustentável de preços", afirmaram as entidades em um comunicado conjunto. "Nossos insumos principais est ão cada vez mais sendo usados para a produção de biodiesel e bioetanol", acrescentaram, dizendo que alguns produtos já tiveram alta devido à política da UE.

O preço do óleo de colza dobrou em cinco anos, e os preços de cereais, amidos e glicose recentemente subiram 20%, segundo o comunicado. Grandes produtores de alimentos europeus como a Unilever enfrentam concorrência para usar óleo de colza, por exemplo, com a indústria de biodiesel, que recebe incentivos fiscais.

Atualmente, a UE tem uma meta não-obrigatória de 5,75 por cento para biocombustíveis até 2010. As organizações pediram à UE que abra suas importações para biocombustíveis e aumente sua base de insumos para a produçã o de biocombustíveis para evitar uma escassez de alimentos.

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