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País precisa reverter a rota do empobrecimento e da possível ruptura da democracia

Nos últimos 10 anos, a economia cresceu 0,3% em média anual, e a produtividade da economia não saiu do lugar: aumentou 0,5% apenas

Foto: Agência Brasil

A realidade brasileira é preocupante, pois seu desempenho na última década a deixa distante de se tornar uma nação promissora. O PIB brasileiro regrediu da 8.ª para a 13.ª posição na classificação das maiores economias do mundo. Na paridade do poder de compra, há 40 anos a renda per capita do Brasil decresce continuamente. Com relação a esse aspecto, em 1980 o País estava na 50.ª posição e atualmente se encontra na 85.ª entre 195 países. Segundo o IBGE, 1 em cada 4 brasileiros vive na pobreza, o que equivale a 55 milhões de cidadãos. A classe média, que já representou 54% da população, agora corresponde a 47%. Nos últimos 10 anos, a economia cresceu 0,3% em média anual, e a produtividade da economia não saiu do lugar: aumentou 0,5% apenas. Na área educacional, conforme o Pisa, 43% dos brasileiros na idade de 15 anos não sabem o mínimo de matemática, ciência e leitura. Muitos brasileiros estão deixando o País pela falta de perspectivas de vida.

Cabe a pergunta: será possível reverter essa lamentável situação brasileira em menos de uma geração? É difícil, mas não impossível. O momento é agora. As eleições majoritárias poderão dar início à mudança dessa real perspectiva sinistra.

É urgente repensar o Brasil para reverter a rota do empobrecimento e da possível ruptura da democracia.

De nada adianta propor abertura econômica, como forma de acelerar o progresso, sem um entendimento de micro e macrorreformas com vista à prosperidade social. Toda e qualquer reestruturação deverá incluir o bem-estar e a ascensão das classes de menor poder aquisitivo. Uma sociedade torna-se próspera quando os Três Poderes e o Congresso Nacional estão a serviço do progresso da nação. Esse é o ponto-chave para elevar a autoestima e a confiança dos cidadãos na estrutura política e institucional do País.

Há de se ter como meta implícita em todos os projetos estruturantes a elevação da renda per capita ao longo de uma geração. Eles deverão conter um coeficiente de inclusão social, de interconectividade regional econômica e de redução do custo Brasil. A redução das desigualdades será crucial para assegurar a sustentabilidade. No mais, trata-se das reformas tributária, fiscal e administrativa, da redução dos gastos obrigatórios, dos projetos de infraestrutura e da integração de ações econômicas dos bancos públicos com vista à inclusão social.

No entanto, a viabilidade de todas essas ações dependerá do equilíbrio fiscal das contas públicas federais, sem orçamentos secretos, pois estes constituem a negação de todo o princípio do Estado de Direito Democrático socialmente responsável.

Estadão Conteúdo

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