Menu
Economia

País deve criar dois milhões de empregos em 2010, dizem especialistas

Arquivo Geral

18/07/2010 10h22

A criação de 1,473 milhão de postos de trabalho formais no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Cadastro Geral de Empregos e Geral de Empregados e Desempregados (Caged), indica que o Brasil deve criar pelo menos 2,06 milhões de vagas neste ano, segundo especialistas. Se esse número for confirmado, o total de empregos criados desde 2003 atingirá 11,14 milhões – marca que supera as 10 milhões de vagas que o presidente Lula disse, durante a campanha em 2002, que o Brasil precisaria criar.

 

“Esperamos que sejam criados neste ano 2,4 milhões de empregos”, comentou a economista do Santander, Luiza Rodrigues. Rafael Bacciotti, analista das Tendências, acredita que podem ser gerados mais 1,1 milhão de postos no segundo semestre, o que representaria 2,5 milhões de postos neste ano. O presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Márcio Pochmann, acredita que a marca pode chegar a 2,1 milhões. “Mas não me surpreenderia se o bom ritmo de expansão da economia gerasse no total 2,4 milhões de vagas em 2010”, afirmou. Na avaliação do economista da LCA, Fábio Romão, devem ser gerados 2,06 milhões neste ano, o que representaria 587 mil postos líquidos no segundo semestre.

 

Luiza Rodrigues leva em consideração que a criação de 2,4 milhões de empregos formais em 2010 está relacionada com o forte desempenho do nível de atividade, pois o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 7,8% neste ano. De acordo com Pochmann, a geração de quase um milhão de postos de trabalho de julho a dezembro é viável, pois o estoque de vagas líquidas formadas no primeiro semestre foi forte, dado que foi o recorde para o período na história do Caged.

 

Em janeiro, foram criados perto de 233 mil postos, número que baixou para 199 mil vagas em fevereiro e que retornou aos 233 mil empregos em março. No mês de abril, a marca atingiu 193 mil vagas, que subiu para 196 mil em maio, número que baixou para 143 mil empregos em junho. A redução da capacidade de geração de empregos no mês passado está relacionada com a diminuição do ritmo de expansão do País no segundo trimestre.

 

Leia mais na edição deste domingo (18) do Jornal de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado