Lara Cristina
Prejuízos de R$ 1,7 bilhão por ano. Esse é o valor estimado que sai dos cofres da União e dos estados para cobrir irregularidades de servidores e empregados públicos que mantêm vínculos acumulados indevidamente em órgãos do Executivo. O Ministério do Planejamento divulgou o levantamento realizado em 13 estados e no Distrito Federal apontando 164 mil indícios de irregularidades. O cruzamento dos dados visa, além de corrigir situações como essas, construir o cadastro único de servidores públicos. A Secretaria de Planejamento do DF informou que a última checagem foi no fim de 2007.
Segundo a secretária-adjunta de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Maria do Socorro Mendes as 164 mil suspeitas representam 5,3% do total de mais de 3 milhões de registros de servidores que fizeram parte do levantamento. “Esse é apenas o primeiro passo; o seguinte será dado pelos próprios estados, que farão a apuração para verificar cada situação suspeita de duplo vínculo”.
Os indícios de irregularidades foram classificados em categorias distintas. Chamam a atenção os casos de 341 servidores ativos, aposentados ou afastados em algum órgão, mas que ao mesmo tempo figuram como instituidores de pensão em outro, o que significa que já morreram. Em outra parcela, de 26.898 registros, há 17 casos de servidores com cinco vínculos, 252 com quatro, e 3,8 mil pessoas com aposentadoria por invalidez em um órgão com vínculo ativo e simultaneamente aposentado, ou afastado em outro.
Os estados terão até junho para fazer essa investigação e, em outubro, deverão enviar o relatório com os respectivos resultados, já inclusos os procedimentos punitivos tomados com os casos confirmados. O mesmo vale para a União, que também entrou no levantamento.
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