O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta quarta-feira, 26, com o metal pressionado pela divulgação dos dados da inflação americana. Os números acima do esperado sugerem uma postura mais restritiva do Federal Reserve (Fed), o que impulsionou os juros dos Treasuries e o dólar, ambos movimentos que afetam as cotações da commodity.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 0,88%, a US$ 4.653,3 por onça-troy. A prata para setembro recuou 0,96%, a US$ 68,02 por onça-troy.
O aumento ligeiramente acima do esperado do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA em julho não será suficiente para convencer o Fed de que ele precisará aumentar as taxas de juros já em setembro, diz a Capital Economics. Entretanto, a consultoria aponta que, dado o prognóstico relativamente otimista para o crescimento e o mercado de trabalho, permanece uma questão de quando – e não se – um aperto monetário ocorrerá em breve.
A Capital espera um aumento de 25 pontos-base em dezembro deste ano pelo Fed, seguido por outro no início de 2027. Enquanto isso, a queda nos preços da gasolina fez pouco para impulsionar o consumo, que permaneceu inalterado em termos reais em julho, ressalta.
O simpósio de Jackson Hole, que o Fed de Kansas City promoverá nesta semana, pode ser um fator relevante para o metal, caso o presidente do Banco Central americano, Kevin Warsh, volte a enfatizar o compromisso de conter a inflação. O Sucden Financial aponta que as cotações encontraram suporte em US$ 4.600 a onça-troy após os desdobramentos da recompra de títulos pelo Departamento do Tesouro da semana passada.
Estadão Conteúdo