Os contratos de futuros de ouro mais negociados nesta quarta-feira na Bolsa Mercantil de Nova York, os de vencimento em abril, terminaram o pregão a US$ 1,438 mil por onça, o que representa um novo recorde para o metal.
O ouro chegou a ser negociado a US$ 1.441,2 por onça durante o pregão, mas finalmente moderou sua ascensão, para fechar US$ 10,4 mais caro que no dia anterior, o que representa uma alta de 0,72%.
Os analistas atribuem essa alta à instabilidade no norte da África e no Oriente Médio e aos problemas que vive o Japão após o terremoto de 11 de março.
Trata-se do primeiro recorde de fechamento registrado pelo ouro desde 2 de março, quando seus contratos também para abril fecharam o pregão a US$ 1.437,7 a onça, o que representou seu segundo recorde histórico consecutivo.
Também na Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de futuros da prata com vencimento em maio – os mais negociados nesta quarta-feira – encerraram o pregão a US$ 37,19, diante dos US$ 36,26 do dia anterior.
Os investidores também estão atentos nos últimos dias ao preço do petróleo, que nesta quarta-feira continuou ascendendo, de modo que os contratos de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para maio eram negociados acima dos US$ 105 por barril.
A alta do petróleo se deveu mais uma vez aos ataques aéreos na Líbia, assim como ao aumento da violência no Oriente Médio, enquanto os investidores também manifestaram sua preocupação com os trabalhos de estabilização da usina nuclear japonesa de Fukushima.
Em linha com o ocorrido em Nova York, em Londres o ouro também registrou avanços no mercado de futuros, ao fechar a US$ 1.439,5 dólares a onça, após subir 0,95% ao longo do pregão.