Menu
Economia

Oficinas no Marajó promovem autonomia de mulheres quilombolas via compras públicas

Capacitações em Gurupá e Salvaterra destacam potencial do PNAE e PAA para gerar renda com produtos locais.

Redação Jornal de Brasília

23/02/2026 19h55

002bf38a fb2a 4b7a 875f f68d52a54b28

Divulgação ; Ministério das mulheres

Os municípios de Gurupá e Salvaterra, no arquipélago do Marajó, no Pará, receberam oficinas sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nos dias 12 e 13 de janeiro. As atividades visaram ampliar o acesso a essas políticas públicas, promovendo a geração de renda e o fortalecimento da autonomia econômica de mulheres quilombolas em seus territórios.

As oficinas focaram na alimentação escolar e no uso das compras públicas como estratégia para inclusão de produtos da agricultura familiar. Foram apresentadas informações sobre o funcionamento dos programas, critérios de acesso e passos para participação, com ênfase no protagonismo das mulheres quilombolas e na valorização de produtos locais.

Participantes conheceram experiências de grupos locais, compartilharam desafios na implementação das políticas e realizaram mapeamento da produção local, além de organização de documentos necessários para os programas. Ao final, foram definidos encaminhamentos para ampliar o acesso ao PNAE e ao PAA nos territórios do Marajó.

Para Luciana Miranda, do Quilombo Flechinha, em Gurupá, a oficina trouxe mais segurança para participar dos programas. “Tiramos todas as nossas dúvidas e saímos da oficina com um olhar que valoriza nossos produtos. Fico feliz de saber que o município tem abraçado a causa, para que as políticas públicas cheguem diretamente aos nossos quilombos”, destacou.

A demanda pelas oficinas veio de mulheres quilombolas e da Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu), em diálogo com o projeto “Mulheres na Transformação Justa” e instituições parceiras.

Em Gurupá, a atividade contou com a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Gurupá (ARQMG), prefeitura e Associação dos Municípios do Consórcio de Belo Monte (ACBM). Em Salvaterra, foi liderada pelo Núcleo de Ação e Resistência Quilombola Campina Vila União (Narq) e pela Associação de Mães e Agricultores Remanescentes de Quilombos de Vila União/Campinas (Amarqvuc), em parceria com o Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar da Universidade Federal do Pará (Cecane-UFPA).

Mariana Semeghini, assessora técnica da GIZ, enfatizou que promover debates nos territórios é essencial para adequar as políticas públicas, gerando renda e autonomia. Ela destacou que programas como PNAE e PAA valorizam os modos de vida tradicionais, garantindo segurança alimentar e bem-viver.

O projeto “Mulheres na Transformação Justa” integra a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e pelo Ministério das Mulheres, com recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha. No Pará, é articulado com a Secretaria Estadual de Mulheres, em colaboração com o Consórcio ECO Consult, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e Conexsus.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado