A taxa anual de inflação nas economias desenvolvidas se desacelerou em outubro, mas o núcleo da inflação – que exclui itens voláteis como alimentos e energia – deu continuidade ao aumento firme que começou no fim do ano passado.
Dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostraram que os preços ao consumidor dos 34 países membros da instituição subiram 3,2% nos 12 meses até outubro, abaixo da alta de 3,3% registrada no ano até setembro. Na mesma base de comparação, porém, o núcleo da inflação teve ganho de 2% em outubro, acima da alta de 1,9% de setembro.
A queda na taxa principal foi em boa parte consequência dos preços da energia, que aumentaram 12,4% no mesmo período, após a alta de 14,2% no período anterior. Os preços dos alimentos aumentaram 4,1% no ano em outubro, menos do que o avanço de 4,2% nos 12 meses até setembro.
Segundo a OCDE, a taxa anual de inflação se desacelerou em algumas economias em desenvolvimento, incluindo Brasil, China e Indonésia, mas ficou estável na Rússia e aumentou na África do Sul. As informações são da Dow Jones.