Sheila Oliveira
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“Hoje em dia, a gente trabalha para sobreviver”, afirma o operador de cargas Roberto da Conceição, 31 anos, que esperava ter um aumento, de pelo menos, R$ 60, no salário-mínimo que recebe da empresa em que trabalha. Com o dinheiro, ele sustenta a mulher e os dois filhos. Os gastos da família incluem o aluguel de R$ 300, além de água, luz e alimentação. Roberto é um dos 152 mil trabalhadores que recebem de meio a um salário-mínimo como renda, no Distrito Federal, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expectativa dessa parte da população era de que o aumento do rendimento compensasse, pelo menos, a alta do preço dos alimentos. Esses valores são reajustados, de acordo com o índice da inflação, que no DF foi de 5,43%, em 2010.
A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o reajuste de R$ 5 para o salário-mínimo, proposto pelo Governo Federal e que fez valer sua força na Casa. Dessa forma, o valor do rendimento passaria para R$ 545. Amanhã, caberá ao Senado dar o veredito sobre o reajuste, que não vai mudar nada na vida do trabalhador que vai recebê-lo.
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