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Economia

Números da indústria sobre demissões estão atrasados e já existe reação, diz Lupi

Arquivo Geral

13/03/2009 0h00

O ministro do Trabalho, try Carlos Lupi, afirmou hoje (13) que os números referentes a demissões divulgados pelas indústrias, principalmente no estado de São Paulo, estão atrasados. Segundo o ministro, esses números referem-se aos últimos meses do ano passado e, em dezembro, já houve uma reação positiva.


“Os dados com que o ministério trabalha não são de pesquisas, são mensurados pelo Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados]. Tivemos um mês de janeiro ainda negativo. Pulamos de 800 mil contratações em dezembro para 1,2 milhão em janeiro – foram 400 mil empregos a mais. Só que tivemos 1,3 milhão de demissões. Mas em fevereiro já tivemos saldo positivo”, disse Lupi.


Para ele, a economia brasileira está sob controle. “Talvez tenhamos os únicos bancos do mundo com solidez, crédito e sem altos índices de inadimplência. O sistema financeiro mundial faliu, os bancos estão sendo sustentados pelo dinheiro público, e no Brasil isso não acontece”.


O ministro ressaltou, ao participar, em Curitiba, da inauguração da nova sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, que abrange o estado do Paraná, que o mercado interno está forte, o que faz o Brasil se diferenciar dos demais países. Para ele, a situação deve se regularizar a partir de março, e o Brasil pode surpreender o mundo sendo o primeiro país a sair da crise e a crescer na economia e na geração de empregos.


“Por que as empresas que lucraram muito em 2008 não chamaram os trabalhadores para dividir os lucros? Agora, num momento de dificuldades, a maior parte dos empresários acha que resolve a situação com demissão. Não é a maneira mais inteligente de agir”, afirmou.


Carlos Lupi lembrou que, quando estourou a crise, em setembro do ano passado, e nos meses de outubro e novembro, as empresas automobilísticas começaram a demitir. “Avisei que era um erro, porque teriam que contratar de novo, e isso já está acontecendo.Além disso, o ministro lembrou que o Brasil está vivendo uma crise que não criou. “Temos que saber passar por esse momento sem fazer o trabalhador pagar a conta. Só a carteira assinada dá dignidade”, concluiu.

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