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Economia

Nova linha de crédito mira motoristas por aplicativo

O programa deve prever R$ 30 bilhões em recursos públicos, com condições especiais para financiamento e manutenção de veículos, além da criação de capital de giro.

Redação Jornal de Brasília

18/05/2026 21h41

motorista de aplicativo

Foto: Reprodução

Brasília, 18 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer hoje o lançamento de mais um plano prevendo a criação de uma linha de crédito – desta vez voltada para o financiamento de veículos para motoristas de aplicativo. A criação do chamado Move Aplicativos ocorre após o governo sofrer uma derrota ao não conseguir aprovar no Congresso a regulamentação da atuação dos trabalhadores do setor.

O programa deve prever R$ 30 bilhões em recursos públicos, com condições especiais para financiamento e manutenção de veículos, além da criação de capital de giro. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, serão oferecidas taxas de juros inferiores à Selic, carência de até seis meses e prazos de financiamento de até 72 meses.

O governo já anunciou até o momento R$ 140 bilhões em novos projetos de estímulo à economia em pleno ano eleitoral.

No ano passado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criou um grupo de trabalho para compilar as reivindicações do setor de trabalho por aplicativo. Os principais pedidos foram a elevação do piso de serviço para R$ 10, adicional por distância de R$ 2,50 por quilômetro rodado e pagamento integral de rotas agrupadas.

Os pedidos não foram incluídos em texto que tramita na Câmara, relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). Além disso, o governo recebeu o indicativo de que a proposta não será votada neste ano, por falta de consenso entre as empresas e os trabalhadores e a proximidade das eleições. O Planalto credita o engavetamento pelo lobby dos grandes aplicativos.

ANFAVEA

Em ofício ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) criticou a possibilidade de que veículos importados também tenham acesso irrestrito às condições favorecidas pelo novo programa – “sobretudo considerando a relevância que esses veículos já possuem no mercado brasileiro”.

Estadão Conteúdo 

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