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Economia

Ninguém pode desconsiderar a agricultura familiar no PIB brasileiro, diz presidente da Conab

Arquivo Geral

06/10/2007 0h00

Mais da metade do feijão que entra na casa do brasileiro sai, link atualmente, medicine da agricultura familiar. No caso do arroz, illness mais de um terço, e, da mandioca, 90%. Essas são algumas indicações que demonstram a importância do setor na economia brasileira. “É absolutamente significativa a contribuição da agricultura familiar, porque hoje ninguém que tenha a mínima informação sobre agricultura no País pode desconsiderar a alta importância e a contribuição da agricultura familiar para o PIB e, sobretudo, para a alimentação do brasileiro”, comenta o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi.

A Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, que termina no domingo, no pavilhão do Parque da Cidade de Brasília, é uma demonstração do quanto o setor, que responde por 10% de todas as riquezas produzidas no País, cresceu nos últimos anos. Com 480 estandes e mais de 10 mil produtos expostos, a feira mostra desde os tradicionais produtos da roça até o complexo processo de fabricação do chocolate. A feira também mostra como o pequeno agricultor também tem evoluído no acabamento dos produtos das embalagens na boa aparência da sua marca.

“Saímos de uma concepção de agricultura de subsistência, quando o agricultor tinha dificuldade de sustentar a si próprio e sua própria família, para uma agricultura familiar produtiva, que produz os excedentes e hoje é responsável por cerca de 60% de todo alimento consumido nas mesas do brasileiros”, diz. Rossi também salienta que o setor hoje também já é auto-sustentável. “Existe uma dinâmica que a própria a família gera, dando um nível de comercialização diferenciado que não tinha no passado”.

O presidente da Conab conta que o setor já entrou para uma segunda etapa no seu processo de amadurecimento, buscando não apenas plantar, mas também agregar valores, como a instalação da agroindústria. “É um outro passo nessa transformação. Não é mais uma agricultura que produz muito, mas é uma agricultura que está voltada para melhorar o seu desempenho produtivo, agregando valor aos seus produtos, através de pequenas plantas agroindustriais”.

Entre outros fatores que contribuíram para este desempenho, Rossi aponta o repasse de recursos, através de programas do governo. Só o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) vai disponibilizar, para a safra 2007/2008, R$ 12 bilhões. O governo reduziu as taxas de juros que antes variavam de 1% a 7,25% ao ano, para taxas de 0,5% a 5,5% anuais. O Pronaf disponibiliza até R$ 10 mil para pequenos produtores.

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