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Economia

Ministro faz apelo em novo dia de greve na Grécia

Arquivo Geral

14/10/2011 9h53

O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, pediu hoje que os sindicatos “não brinquem com fogo” e ponham em primeiro lugar os interesses do país. A declaração é feita durante mais um dia de greve no transporte público, com grandes congestionamentos em Atenas e toneladas de lixo não recolhido pelas ruas.

“Alguns estão brincando com fogo, com o futuro e a perspectiva do povo grego porque não entendem, ou, pior, eles entendem e estão sacrificando um propósito comum pelo sindicato ou por interesses partidários”, disse Venizelos no Parlamento, no início do debate sobre uma nova rodada de medidas de austeridade necessárias em troca de ajuda internacional da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O ministro pediu “unidade nacional nesses momentos cruciais e incertos enfrentados não só pela Grécia, mas por toda a Europa e pelos Estados Unidos”. “Você não pode ocupar o escritório contábil geral, o centro de tecnologia da informação da Seguridade Social ou as gráficas nacionais. Tudo isso ameaça e legitimidade democrática e a democracia deve ser defendida”, afirmou Venizelos, referindo-se a protestos em andamento no país.

Pelo segundo dia seguido, uma greve geral nos transportes levou Atenas a um colapso, com ônibus, trens e metrô paralisados. Os taxistas também fizeram greve contra medidas para desregular o setor. Inspetores alfandegários cruzaram os braços e ameaçam prolongar sua mobilização, o que poderia implicar inclusive em desabastecimento de combustíveis.

As duas principais centrais sindicais da Grécia anunciaram ontem uma greve geral de dois dias para a próxima semana, enquanto o governo tentará votar no Parlamento os novos cortes de gasto. A Grécia obteve no ano passado um empréstimo de 110 bilhões de euros da UE, do FMI e do Banco Central Europeu (BCE), porém em troca se comprometeu a realizar reformas para equilibrar seu orçamento deficitário.

Ontem, o primeiro-ministro George Papandreou afirmou que os gregos estão determinados a fazer mudanças “dolorosas”. Mais de mil funcionários públicos se manifestaram no mesmo dia em Atenas, protestando contra cortes que, segundo eles, levariam os salários para abaixo dos níveis de pobreza. Sindicalistas bloquearam o Ministério do Interior, forçando o ministro Haris Kastanidis a adiar uma entrevista à imprensa sobre a falta de coleta de lixo, que afeta Atenas e Tessalonica. O governo já ameaçou contratar empresas privadas para limpar a sujeira e ainda descontar o salário dos lixeiros parados. As informações são da Dow Jones.

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