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Economia

Ministro da Fazenda prevê superávit em 2026 e alerta para riscos no abastecimento

Durigan destaca estabilidade econômica sob o governo Lula e compara favoravelmente com 2022.

Redação Jornal de Brasília

06/05/2026 13h46

Foto: Suamy Beydoun/AFP

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, nesta quarta-feira (6), que o Brasil está em um bom caminho econômico. Ele projetou superávit para este ano e o próximo, enfatizando o papel do ministério em manter a estabilidade do país.

Durigan informou que o Ministério da Fazenda entregou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, que prevê superávit de 0,5% para o próximo ano. Ele comparou o cenário de 2026, último ano do mandato do presidente Lula, com 2022, fim do governo de Jair Bolsonaro, argumentando que o atual é diferente. ‘Em 22 também tinha guerra, tinha problemas. O que foi feito em 2022 foi meter os pés pelas mãos. Tomou-se dinheiro dos governadores na mão grande, houve calote em precatórios e as pessoas pararam de receber’, disse o ministro.

Durigan destacou ações como o pagamento de quase R$ 30 bilhões aos governadores em 2023, a quitação de precatórios, a reforma tributária e a organização das contas públicas. ‘Vamos fazer um 2026 com estabilidade na economia’, afirmou.

Sobre o abastecimento de combustíveis, o ministro alertou para riscos este ano, que podem afetar o escoamento da safra e o trabalho dos caminhoneiros. ‘Estamos cuidando para manter o abastecimento firme no país’, declarou. Ele mencionou que, a pedido do presidente, negociou com todos os governadores para dividir os custos da importação de diesel, em vez de repetir erros de 2022. Os governadores, inclusive da oposição, aceitaram, exceto o de Rondônia, que recusou reduzir o ICMS sobre o diesel.

O governo federal removeu o tributo do diesel e do biodiesel, tratando de forma paritária o combustível fóssil e o renovável. Durigan informou que está apresentando ao Congresso a possibilidade de remover o tributo da gasolina e do etanol, ainda que parcialmente.

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