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Economia

Minerais críticos podem adicionar R$ 192,1 bi ao PIB brasileiro, diz estudo da Amcham

O levantamento compara dois cenários para o desenvolvimento do setor no País. No primeiro, os investimentos seriam financiados majoritariamente por capital doméstico, e a produção permaneceria voltada principalmente à exportação, com baixa agregação de valor no Brasil

Redação Jornal de Brasília

04/08/2026 13h04

minerais críticos

Foto: Gil Leonardi/Agência Minas

A expansão dos investimentos na cadeia de minerais críticos e de terras raras no Brasil pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e gerar 750 mil novos empregos até 2050, segundo um estudo inédito que a Amcham Brasil lança nesta terça-feira, 4.

O levantamento compara dois cenários para o desenvolvimento do setor no País. No primeiro, os investimentos seriam financiados majoritariamente por capital doméstico, e a produção permaneceria voltada principalmente à exportação, com baixa agregação de valor no Brasil. Nesse caso, o estudo estima impacto acumulado de R$ 128,7 bilhões no PIB e geração de 304 mil empregos.

No segundo cenário, a projeção considera maior participação de investimento estrangeiro, expansão do processamento dos minerais no Brasil e uso crescente desses insumos pela indústria nacional Nessa hipótese, os investimentos cresceriam R$ 120,9 bilhões, com impacto acumulado de R$ 192,1 bilhões no PIB e geração estimada de 750 mil empregos.

De acordo com a Amcham Brasil, a diferença entre os dois caminhos indica que a atração de capital internacional e o adensamento das cadeias produtivas podem adicionar R$ 63,4 bilhões ao PIB, R$ 32,3 bilhões ao consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões aos investimentos e 446 mil empregos, além dos efeitos atribuídos à expansão da mineração.

Impacto por Estados e setores

O estudo aponta que os maiores impactos sobre o PIB ocorreriam nos Estados mineradores, com destaque para Pará (16,0%), Bahia (10,3%), Goiás (10,0%), Piauí (4,0%) e Minas Gerais (3,8%).

Ao mesmo tempo, o fortalecimento do processamento doméstico ampliaria os efeitos para Estados com maior presença industrial. Na comparação com o primeiro cenário, os maiores ganhos adicionais seriam observados em Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, segundo o documento.

Na análise setorial, a indústria de transformação teria crescimento acumulado de 1,8% no segundo cenário, acima do registrado no primeiro. O estudo também aponta crescimento na construção civil (4,5%) e na indústria extrativa (4,2%). Entre os segmentos industriais, os maiores impactos seriam nos segmentos de máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), máquinas para extração mineral (9,8%), automóveis (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%).

Base do estudo

O documento foi elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor.

Segundo a Amcham Brasil, o estudo utiliza projeções de trabalhos globais e internos para estimar a demanda por minerais críticos e elementos de terras raras e considera uma carteira de projetos de investimentos previstos. Foram analisados cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e elementos de terras raras, apontados como insumos usados em tecnologias como baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Estadão Conteúdo.

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