Isaac Marra
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Diante da pressão cada vez maior que ecoa dos quartéis, deputados distritais e o Governo do Distrito Federal colocam a reestruturação da carreira militar na ordem do dia. As tropas estão insatisfeitas com os resultados apresentados pelo Plano de Cargos e Salários, encaminhado ao Governo Federal ainda no governo Arruda, e exigem a correção de distorções.
Na semana passada, os deputados distritais Patrício (PT), presidente da Câmara Legislativa do DF e representante da Polícia Militar, e Aylton Gomes (PR), porta-voz do Corpo de Bombeiros, além de Cláudio Abrantes (PPS), Dr. Michel (PSL) e Wellington Luiz (PSC), todos ligados à Polícia Civil, participaram de reuniões com os secretários de Administração, Denilson Bento da Costa, de Segurança, Daniel Lorenz, e de Governo, Paulo Tadeu, para iniciar a formatação de uma proposta a ser encaminhada ao Governo Federal.
Resultados concretos, porém, estão longe de se materializar. “Estamos elaborando as propostas, em conjunto com o Fórum de Associações, para levar à categoria, em assembleias setorizadas após o Carnaval”, informa Patrício. “Precisamos negociar o aumento via Governo Federal e mudar a lei de remuneração, desvinculando o DF dos antigos territórios. O próximo passo é reestruturar o plano de carreira, que foi um grande avanço para as corporações, mas precisa ser aprimorado”, sugere Aylton Gomes.
Recentemente, o Fórum das Associações da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal entregou ao deputado Patrício um documento com 11 reivindicações das corporações. Entre as principais críticas dos militares estão a falta de reajuste salarial, o último foi há dois anos, e as dificuldades para obter promoções ocasionadas pelo período de interstício – tempo que o militar precisa ficar em um posto para ter direito à promoção.
A elaboração de uma nova lei de vencimentos, como querem as entidades representativas dos militares, é vista com otimismo pelos distritais Gomes e Patrício. “Essa foi uma promessa do governador Agnelo que precisa ser cumprida. Será a solução para correção de várias distorções, como o pagamento do auxílio-transporte em pecúnia”, pondera Patrício. “Trabalhar um acordo com o Governo Federal para conseguir esse aumento é a prioridade. Todas as negociações e indicações para a melhoria desse quadro estão sendo feitas”, afirma Gomes.
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