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Economia

Militares do DF se mobilizam pela reformulação do Plano de Carreira

Arquivo Geral

07/03/2011 9h39

Isaac Marra
isaac.junior@jornaldebrasilia.com.br

 

Diante da pressão cada vez maior que ecoa dos quartéis, deputados distritais e o Governo do Distrito Federal colocam a reestruturação da carreira militar na ordem do dia. As tropas estão insatisfeitas com os resultados  apresentados pelo Plano de Cargos e Salários, encaminhado ao Governo Federal ainda no governo Arruda,  e exigem a correção de distorções.

 

Na semana passada, os deputados distritais Patrício (PT),  presidente da Câmara Legislativa do DF e representante da Polícia Militar, e Aylton Gomes (PR), porta-voz do Corpo de Bombeiros, além de Cláudio Abrantes (PPS),  Dr. Michel (PSL) e Wellington Luiz (PSC), todos ligados à Polícia Civil,  participaram de reuniões com os secretários de Administração, Denilson Bento da Costa, de Segurança, Daniel Lorenz, e de Governo, Paulo Tadeu, para iniciar a formatação de uma proposta a ser encaminhada ao Governo Federal.

 

Resultados concretos, porém, estão longe de se materializar. “Estamos elaborando as propostas, em conjunto com o Fórum de Associações, para levar à categoria, em assembleias setorizadas após o Carnaval”, informa Patrício. “Precisamos negociar o aumento via Governo Federal e mudar a lei de remuneração, desvinculando o DF dos antigos territórios. O próximo passo é reestruturar o plano de carreira, que foi um grande avanço para as corporações, mas precisa ser aprimorado”, sugere Aylton Gomes.

 

Recentemente, o Fórum das Associações da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal entregou ao deputado Patrício um documento com 11 reivindicações das corporações. Entre as principais críticas dos militares estão a falta de reajuste  salarial, o último foi há dois anos,  e as dificuldades para obter promoções ocasionadas pelo período de interstício – tempo que o militar precisa ficar em um posto para ter direito à promoção.

 

A elaboração de uma nova lei de vencimentos, como querem as entidades representativas dos militares, é vista com otimismo pelos distritais Gomes e Patrício. “Essa foi uma promessa do governador Agnelo que precisa ser cumprida. Será a solução para correção de várias distorções, como o pagamento do auxílio-transporte em pecúnia”, pondera Patrício. “Trabalhar um acordo com o Governo Federal para conseguir esse aumento é a prioridade. Todas as negociações e indicações para a melhoria desse quadro estão sendo feitas”, afirma Gomes.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (07) do Jornal de Brasília

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