O ministro de Finanças da França, Francois Baroin, informou hoje que os líderes da zona do euro irão anunciar a nova extensão na qual os credores do setor privado terão de subscrever seus bônus gregos na reunião marcada para o dia 23 de outubro, em Bruxelas.
Baroin afirmou também que o assunto avançou após a reunião com o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schauble em Paris, mas se negou a dar mais informações sobre o novo valor no ‘haicut’ dos bônus gregos. “Isso não faz parte das negociações atuais. Deixamos para os dirigentes dos países e governos, precisamente a chanceler Angela Merkel e o presidente Nicolas Sarkozy, o detalhamento dos termos do acordo que deve ser anunciado no dia 23 de outubro”, Bairon afirmou em conferência com a imprensa após a reunião do G-20. O ministro francês afirmou que “todas as soluções que levam a um evento de crédito serão rejeitadas”.
Em 21 de julho, os líderes da zona da euro decidiram que os credores do setor privado teriam de aceitar uma subscrição de 21% nos valores mantidos em dívida grega, mas autoridades disseram que essa participação poderia ser substancialmente maior quando o novo acordo fosse anunciado.
Ainda existe algum grau de discordância entre a França e Alemanha sobre esse assunto, segundo disseram autoridades. A Alemanha discorda da ideia de fazer com que os credores sejam obrigados a um sacrifício maior do que o acordado em julho, ainda que Berlim esteja mais disposta a penalizar bancos. A França está preocupada com a exposição de seus bancos à Grécia e a outros país problemáticos na zona do euro.
A França, que presidirá o G-20 até o final deste ano, elevou as expectativas para a reunião de Bruxelas, onde os líderes da zona do euro irão finalizar uma solução para os problemas do bloco, a tempo de apresentar essa solução para os líderes do G-20 na reunião marcada para os dias 3 e 4 de novembro, em Cannes, a última sob a presidência da França.
Baroin disse que a reunião de líderes em Bruxelas vai fornecer uma solução para a crise grega, uma opção viável para expandir o poder de fogo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, detalhes, metodologia e calendário para os bancos europeus aumentarem o compulsório bancário, além de detalhes sobre a governança no bloco. As informações são da Dow Jones.