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Economia

Mercado mantém estimativas estáveis para inflação e PIB em 2026

Boletim Focus do Banco Central registra previsões de 1,82% para o crescimento econômico e 3,91% para o IPCA neste ano.

Redação Jornal de Brasília

09/03/2026 10h52

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026 permaneceram estáveis na edição desta segunda-feira (9) do Boletim Focus, divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano ficou em 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 1,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado projeta expansão de 2% em cada ano.

Em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, marcando o quinto ano consecutivo de crescimento.

No câmbio, a previsão para a cotação do dólar no fim deste ano é de R$ 5,41, enquanto para o final de 2027 estima-se R$ 5,50.

Quanto à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 3,91%, dentro da meta de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2027, a projeção subiu de 3,79% para 3,8%, e para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,5% em ambos os anos.

Em janeiro, a inflação oficial registrou alta de 0,33%, influenciada pelos aumentos na conta de luz e na gasolina, acumulando 4,44% em 2025, segundo o IBGE. O índice de fevereiro será divulgado na próxima quinta-feira (12).

A taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetário (Copom) do BC, não foi alterada pela quinta vez consecutiva na reunião de fim de janeiro. O colegiado indicou em ata que iniciará a redução dos juros na reunião de março, desde que a inflação permaneça controlada e sem surpresas no cenário econômico, mantendo os juros em níveis restritivos.

A estimativa para a Selic ao final de 2026 foi ajustada de 12% para 12,13%. Para 2027 e 2028, projeta-se 10,5% e 10%, respectivamente, caindo para 9,5% em 2029.

O aumento da Selic visa conter a demanda aquecida e a inflação ao encarecer o crédito e estimular a poupança, embora possa dificultar a expansão econômica. Reduções na taxa tendem a baratear o crédito, incentivando produção e consumo.

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