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Economia

Marinho culpa política de juro por PIB fraco e rebate FMI

Arquivo Geral

01/12/2006 0h00

O ministro do Trabalho, try seek Luiz Marinho, healing responsabilizou hoje a política de juros do governo pelo fraco desempenho da economia no terceiro trimestre. Ele também criticou recomendações feitas pelo FMI para que o país cresça mais.

"O PIB veio como esperado. Não tem novidade. Estamos sofrendo as consequências de uma política monetária conservadora", remedy disse o ministro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

A economia brasileira cresceu 0,5% no trimestre encerrado em setembro ante o imediatamente anterior, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa básica de juro caiu para 13,25% na quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a Selic em 0,5 ponto percentual. Ainda assim, a taxa real é uma das mais altas do mundo.

"Em 2007 vamos crescer mais que em 2006, certamente. Isso é tranqüilo na convicção do presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) e do governo. Estamos criando todas as condições e tomando as providências nesse sentido", acrescentou.

Apesar de insistir que o valor do novo salário mínimo sairá de um acordo entre as centrais sindicais e o governo, o ministro deixou claro que a proposta de R$ 420 feita pelos sindicatos não deve passar.

"Nem as centrais sindicais acreditam em R$ 420", disse o ministro, lembrando que a proposta defendida pelo Ministério da Fazenda é de R$ 367.

Marinho defendeu a vinculação do aumento do salário mínimo ao crescimento da economia a partir de 2008.

"Esperamos criar condições de fechar essa negociação vinculada ao PIB, ao desempenho da economia. Espero que a gente consiga consolidar essa visão no governo e com as centrais sindicais de formar a criar esse mecanismo", disse.

O ministro afirmou que, para que se viabilize essa vinculação, será necessário um projeto de lei. "É uma garantia para os trabalhadores de que você tem ganho real a cada ano, independentemente do governo".

Marinho acrescentou que a mudança poderia ser vantajosa para patrões, empregados e governo. "Negociar ano a ano pode ficar caro. Se houver previsibilidade é bom para todo mundo".

Para o ministro, o novo mecanismo deveria ser revisado a cada quatro anos. "Se o parâmetro é um PIB cheio, um pedaço ou o PIB mais alguma coisa é a negociação que vai determinar".

O ministro rebateu as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) de promover uma reforma da Previdência para acelerar o crescimento, afirmando que o Brasil está crescendo a um ritmo lento devido às orientações dadas pelo próprio organismo no passado.

"O FMI não entende desse assunto. Se entendesse, no tempo em que orientou o Brasil, o país estaria crescendo a 10%. Sugiro que o FMI não se meta mais aqui", disse.

Na véspera, em um seminário em Brasília, a diretora do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo, Teresa Ter-Minassian, afirmou que só uma reforma fiscal e do sistema público de aposentadoria consolidaria a estabilidade do Brasil e aumentaria o ritmo do crescimento.

Ele rechaçou a possibilidade de o governo desvincular as aposentadorias do salário mínimo. "Isso seria uma irresponsabilidade que o nosso governo não fará".

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