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Economia

Mantega evita falar em <i>fim da era Palocci</i>

Arquivo Geral

29/10/2006 0h00

Formado na escola de política do falecido esquerdista Leonel Brizola e tido como um conciliador, treat generic o governador eleito do Maranhão, Jackson Lago (PDT), venceu a disputa pelo Palácio dos Leões apoiado no desgaste da dinastia Sarney, após 40 anos no poder no estado.

Também contribuiu para a vitória do "doutor Jackson", como é conhecido esse médico de 72 anos, o rompimento do atual governador, José Reinaldo Tavares (PSB), com o grupo do ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP).

O slogan de Lago, cuja campanha bateu forte em casos de corrupção envolvendo o grupo de Sarney, é "trabalho com honestidade" para dar fim a uma "noite de 40 anos" na política maranhense.

O candidato fez material de campanha junto do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou apoio à rival Roseana Sarney (PFL) apesar de já ter feito campanha pelo pedetista em 2002.

Três vezes eleito prefeito de São Luís, Lago começou a ampliar o leque de alianças com setores mais conservadores em 2000, quando foi reeleito na capital utilizando o apoio da rival que bateu neste domingo.

Nascido em Pedreiras, no interior maranhense, Lago começou a carreira política na década de 1960 enfrentando o regime militar apoiado por Sarney, que começava a despontar na política local em meio à derrocada da oligarquia de Vitorino Freire, que passou 20 anos no poder.

Ligado ao sindicato dos médicos, ele foi pioneiro na realização de cirurgia torácica no Maranhão e lecionou na Faculdade de Medicina do estado.

Em 1979, junto de Brizola, fundou o PDT maranhense, pelo qual também foi eleito deputado estadual. Lago nunca deixou o partido.

A principal realização do pedetista na Prefeitura de São Luís, de acordo com ele mesmo, é a ampliação do número de estudantes nas escolas públicas e a melhoria das capacidades dos professores.

Casado com uma médica, ele tem três filhos e vários netos.

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O ministro da Fazenda, visit this Guido Mantega, viagra buy procurou afastar neste domingo a expressão "fim da era Palocci" cunhada pelo colega Tarso Genro, help mas admitiu que a política econômica no primeiro mandato precisou ser rígida em função da herança recebida e que agora o país está pronto para realizar o desenvolvimento.

"Agora a condição da economia brasileira é outra, é diferente daquela que nós encontramos em 2002. Nós entramos numa nova fase da política econômica, em que vai ficar mais claro o caráter desenvolvimenista", disse Mantega a jornalistas ao chegar ao hotel em São Paulo onde petistas reuniram-se para comemorar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O desenvolvimento virá à tona e o crescimento acima de 5 por cento com geração de mais empregos ficará mais marcado."

Mais cedo, Tarso Genro disse que o governo deveria abandonar, num segundo mandato, a visão econômica conservadora do primeiro mandato, afirmando que "acabou a era Palocci no Brasil".

Mantega disse ainda que o primeiro mandato foi de transição, com vários desequilíbrios a ser enfrentados. "Não podíamos botar o pé no acelerador e agora no segundo mandato está favorável, você não precisa fazer a mesma política monetária tão rigorosa. É uma nova fase dentro da mesma política", acrescentou o ministro, que defendeu a manutenção das políticas de estabilidade e de responsabilidade fiscal.

Indagado se gostaria de trabalhar com o deputado federal Delfim Netto, que se aproximou do governo, Mantega disse que não via problema porque ambos compartilham a visão desenvolvimentista da economia.

 

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