A política monetária brasileira continuará seguindo o mesmo rumo, mesmo que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixe o cargo para se candidatar à Vice-Presidência da República, na chapa da pré-candidata Dilma Rousseff. A afirmação foi feita hoje (11) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O ministro disse que Meirelles ainda não se decidiu se sairá do Banco Central para disputar um cargo nas próximas eleições. Isso ainda é “mera especulação”, afirmou Mantega. No entanto, garantiu o ministro, “nada muda mesmo que ele [Meirelles] seja substituído”.
Mantega falou também sobre a queda das exportações e o aumento das importações. “É possível que exportemos 2% do PIB [Produto Interno Bruto] em 2010, uma vez que estamos crescendo mais do que o setor externo, o que resulta em aumento maior das importações, em relação às exportações. Até por faltar mercado consumidor no exterior [com a crise internacional] ”, disse.
Ele acrescentou que, em função da queda do mercado interno de outros países, “muitos subsídos e medidas discutíveis” foram adotadas por seus dirigentes, com o objetivo de conquistar o mercado brasileiro. Com isso, disse o ministro, “2010 será um ano mais duro para as nossas exportações”.
No entanto, Mantega acredita que isso será compensado no futuro, quando o mercado internacional recuperar as forças e os efeitos positivos das medidas que serão adotadas pelo governo começarem a presentar resultados.