Cerca de 24 pessoas foram presas hoje em Manhattan durante os protestos do movimento “Ocupe Wall Street” em frente à uma agência do Citibank, após saírem em caminhada do Washington Square Park. Não se tem notícia de feridos. Na noite de hoje, os manifestantes começaram a se aglomerar na Times Square.
Ao longo do dia, os manifestantes protestaram em frente a outros grandes bancos americanos, como o Chase Bank. Ontem, houve confronto entre manifestantes e a polícia e um vídeo mostrando um policial socando um manifestante no rosto circula pela internet. “Nós vamos garantir que prevaleça a lei quando ela é violada”, disse o chefe do Departamento de Polícia de Nova York, Ray Kelly.
Os protestos do movimento “Ocupe” foram vistos em várias outras cidades do mundo hoje, incluindo São Paulo. O movimento começou há quase um mês, com a ocupação da praça Liberty Square, que fica a algumas quadras da Bolsa de Nova York, em Wall Street, e ganhou força por meio das redes sociais Twitter e Facebook.
Esse movimento se destaca por não ter liderança clara e tampouco apenas um alvo de protesto, especialmente porque vários sindicatos e outros movimentos populares têm se juntado a ele. Mas na grande lista de protestos está a ganância dos bancos, a corrupção no sistema financeiro, o fato de ricos pagarem poucos impostos nos Estados Unidos e, é claro, a falta de empregos no país – perto de 14 milhões, segundo números do governo.
Esta semana, centenas de manifestantes se aglomeraram em frente às mansões de cinco bilionários de Nova York, entre eles Rupert Murdoch, CEO da News Corp, e o megainvestidor de hedge fund John Paulson, para protestar contra o fim do “imposto do milionário”. Trata-se de um tributo estadual que recai sobre aqueles que ganham mais de US$ 1 milhão por ano e que expira no dia 31 de dezembro deste ano.